
Quando você pensa que uma plataforma como o OnlyFans pode ser vendida por um preço tão elevado ou até maior que o Skype, é natural que muitos acabem se perguntando: “como foi que chegamos até aqui”.
A natureza do negócio do OnlyFans por si já chama a atenção de todos. E a carteira de clientes que o serviço de conteúdos adultos construiu é muito substancial, o que atrai a atenção dos investidores mais ousados.
É olhando para os números do OnlyFans é que entendemos o seu valor. Principalmente no aspecto que mais tira o sono dos executivos: o quanto de dinheiro que cada funcionário rende para a empresa.
Mais do que várias das big techs… juntas
O OnlyFans produz US$ 37,6 milhões por funcionário ao dividir sua receita pelo número de trabalhadores, segundo relatório da Mutiples.vc. É um número que supera drasticamente gigantes tecnológicos como Apple (US$ 2,4 milhões por funcionário), Meta (US$ 2,2 milhões) e Amazon (US$ 400 mil).
Como o OnlyFans conseguiu essa façanha sendo “o Patreon do mundo p0rn” na internet?
A plataforma de conteúdo adulto aperfeiçoou a extração de máximo valor com mínimo de recursos. Apenas a Tether, empresa de criptomoedas, supera o OnlyFans com US$ 83 milhões por funcionário.
Em terceiro lugar aparece a Valve com US$ 19 milhões, criando um abismo entre o OnlyFans e outras empresas tecnológicas.
A empresa construiu uma máquina de geração de receita com apenas algumas centenas de funcionários gerenciando 315 milhões de usuários e 5,3 milhões de criadores. Sua margem de lucro chegou próxima de 49% em 2024, com lucro líquido de US$ 1,6 bilhão.
Como isso funciona (e bem) para o OnlyFans

O mercado apresenta uma concentração selvagem de receita, com 70% dos pagamentos indo para 10% dos criadores. O criador médio ganha menos de US$ 150 por mês, caracterizando um mercado implacável onde poucos ganham fortunas enquanto a maioria subsiste.
O que torna o modelo de negócio do OnlyFans algo funcional e diferenciado é que ele atua através de intermediação pura e otimizada ao extremo: a empresa fica com 20% de tudo que os criadores faturam, sem produzir conteúdo, sem correr riscos criativos e sem grandes infraestruturas tecnológicas.
Enquanto grandes empresas de tecnologia contratam exércitos de engenheiros, designers e executivos para competir por atenção, o OnlyFans resolveu o problema diferentemente: criando um espaço onde a demanda paga diretamente por conteúdo específico, sem algoritmos complexos, moderação exaustiva ou competição por anunciantes.
O OnlyFans vale tudo isso?
A empresa busca agora uma avaliação de US$ 8 bilhões, representando apenas 10 vezes seus lucros anuais – número conservador para a maioria das empresas de tecnologia.
Diante dos números (que podem até ser frios, mas não neste caso), o modelo de negócio do OnlyFans é mais do que sustentável, ainda mais considerando o seu nicho operacional.
Competindo com plataformas que oferecem conteúdos adultos de forma gratuita e com poucos cliques, monetizar a exclusividade e ficar com 20% de tudo o que os produtores de conteúdo geram funcionou de forma impecável.
E por causa disso, é correto dizer que o OnlyFans hoje vale mais do que um Skype custou para a Microsoft no passado. A empresa mostrou para todo mundo que a eficiência vai sempre superar o tamanho no mundo corporativo.
E pensar que Microsoft, Meta, Google e várias outras big techs estão com inveja dessa receita por funcionário (e sem poder demitir muitos profissionais, pois isso vai pegar mal para todas essas empresas)…

