
A Samsung está tentando (do seu jeito) redefinir o papel do smartphone nas transmissões profissionais. Recentemente, no evento SLS (Street League Skateboarding) DTLA Takeover em Los Angeles (abril de 2026), o Galaxy S26 Ultra deixou de ser apenas um acessório de marketing para se tornar uma peça fundamental da infraestrutura de transmissão ao vivo.
Utilizar um smartphone para a transmissão de um evento ao vivo com essa riqueza de detalhes não deixa de ser um grande marketing para o dispositivo. De forma mais específica, mostra todo o potencial máximo das câmeras do telefone para a transmissão de vídeos ao vivo.
Vamos apresentar neste artigo como essa história se constrói diante dos nossos olhos. Aqui está tudo o que você precisa saber sobre esse movimento, e como a Samsung planeja mudar a “TV esportiva”.
O Galaxy S26 Ultra como câmera de transmissão (POV)

Smartphones já são utilizados em larga escala nas transmissões alternativas de eventos esportivos. O que a Samsung fez foi aproveitar todo o potencial do seu smartphone top de linha para realizar o mesmo, e deixar um monte de gente interessada no seu produto, a partir de um viés técnico incontestável.
Em vez de depender apenas de câmeras pesadas e operadores em posições fixas, a Samsung instalou dezenas de unidades do S26 Ultra diretamente nos obstáculos da pista. Isso entregou uma maior versatilidade na transmissão do evento.
- Onde estavam os smartphones: Embutidos em corrimãos (rails), bordas de caixotes (ledges) e vãos (gaps).
- O diferencial na transmissão: Isso permitiu ângulos “nível skatista” que câmeras tradicionais não conseguem alcançar sem atrapalhar o atleta ou sem o risco de colisões caras.
O aumento da imersão do espectador na ação é algo que as câmeras tradicionais ainda não conseguem entregar, principalmente em um evento como o skate. E o Galaxy S26 Ultra entregou um resultado final diferenciado para quem estava assistindo a tudo ao vivo.
As tecnologias “chave” para as transmissões

Não estamos falando de um evento mais “estático”, como foi a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Mesmo com toda a movimentação dos atletas e das alegorias, um evento do SLS é muito mais dinâmico e frenético.
Para que um celular funcione em uma transmissão de TV ao vivo, ele precisa de recursos que aguentem o caos do skate. Como, por exemplo:
- Super estabilização com trava horizontal: Essencial para manobras com rotação de 360 graus. Mesmo que o suporte sofra vibração ou o ângulo mude, a imagem permanece nivelada e fluida.
- Instant Slow-Mo: A produção utilizou o processamento de IA do hardware para gerar replays em câmera lenta quase instantâneos, permitindo que os juízes e o público vissem os detalhes técnicos das manobras segundos após acontecerem.
- Conectividade e Integração: Os aparelhos foram integrados diretamente ao fluxo de trabalho de produção (broadcast workflow) via conexão sem fio de baixa latência, alimentando as mesas de corte da TV em tempo real.
Com um pack desse calibre, o Galaxy S26 Ultra pode representar – inclusive – uma enorme economia para canais de TV e do YouTube que desejam transmitir esportes radicais com perspectivas únicas.
E eu estou dizendo o óbvio aqui: um smartphone, por mais caro que ele seja, é bem mais barato do que uma câmera de alta qualidade.
O objetivo maior: “Mudar a TV Esportiva”

A Samsung quer ir além da meta de vender mais smartphones (até porque ela não é doida a ponto de deixar de ganhar dinheiro com o investimento). Ela deseja efetivamente criar um novo paradigma no cenário de transmissões esportivas.
Existem objetivos específicos neste tipo de iniciativa:
- Democratização e custo: Equipar um evento com 20 smartphones de ponta é drasticamente mais barato e ágil do que usar 20 câmeras de transmissão profissional com cabeamento complexo.
- Imersão total: A ideia é levar o espectador “para dentro” da ação. No skate, isso significa ver a manobra do ponto de vista do corrimão; no surfe ou mountain bike (próximos alvos da marca), significa ângulos antes impossíveis.
- Nuvem e mobilidade: O plano a longo prazo é que grandes eventos sejam transmitidos inteiramente via nuvem a partir de dispositivos móveis, reduzindo a pegada logística de caminhões de transmissão gigantescos.
São frentes muito valiosas para que a Samsung deixe de apostar e investir. E são aspectos que os envolvidos na inciativa estão mais do que interessados para mudar o patamar dessas transmissões.
O futuro (LA 2028)

Essa parceria com a SLS serve como um laboratório vivo, que aconteceu para todo mundo ver. E nós, usuários, atuamos como voluntários nesse grande campo de testes.
A Samsung já testou tecnologias semelhantes nos Jogos de Inverno de Milano Cortina e está posicionando o ecossistema Galaxy para ser a espinha dorsal das transmissões nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Isso é possível porque a marca sul-coreana é parceira do Comitê Olímpico Internacional. Ou você achou que os atletas ganham smartphones Galaxy nas últimas quatro olimpíadas apenas porque a Samsung é boazinha?
Lembre-se sempre: não existe almoço grátis neste mundo.
O objetivo é que, até lá, a barreira entre “câmera de cinema/TV” e “câmera de bolso” tenha desaparecido completamente para o telespectador. E estamos avançando a passos largos para esse futuro.
E este artigo passa longe de ser patrocinado pela Samsung. Porém, é inegável que a qualidade das câmeras dos seus smartphones top de linha é algo quase inigualável.
Só é solapada mesmo por um iPhone 17 Pro Max registrando fotos espetaculares do espaço. E, mesmo assim, ainda acho que foi covardia por parte da Apple.
Um comparativo injusto, convenhamos.
Via Samsung Newsroom

