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O coronavírus 2019-nCoV, ou coronavírus Wuhan é uma emergência de saúde pública global declarada pela OMS. E afetou diversos segmentos da sociedade, incluindo a indústria de tecnologia. Fábricas, lojas e escritórios locais e internacionais foram fechados, e não foram poucos fabricantes que tomaram medidas contra o vírus. Nesse post, vamos revisar os principais casos.

 

 

Quando um vírus fecha a fábrica do mundo

 

O grande problema de um vírus como o coronavírus nascer na China para o setor de tecnologia é que cidades como Wuhan, Guandong, Yiwu ou Shenzhen são conhecidas como as fábricas do mundo, produzindo boa parte do produto interno bruto dos fabricantes de tecnologia. Sem falar que a China em si é a maior produtora do mundo em geral, com 130 empresas chinesas presentes no ranking Global 500 da Fortune.

A maioria das gigantes de tecnologia produzem seus produtos na China, principalmente porque lá os custos de produção são menores, a produtividade é mais elevada e a comunicação com portos e aeroportos são excelentes. Por isso, o coronavírus esta paralisando as empresas de tecnologia que, de alguma forma, tem negócios no pais.

Várias empresas chinesas pediram para os seus funcionários que não voltem ao trabalho até o dia 10 de fevereiro, e são justamente nas regiões que, em 2019, produziram 80% do produto interno bruto e 90% das exportações.

E empresas paradas significa dinheiro que não gira.

 

 

As empresas que esperam por um impacto do coronavírus

 

A Foxconn foi uma das diretamente afetadas pelo coronavírus, paralisando quase toda a sua produção até o dia 10 de fevereiro. E não são poucas pessoas paradas: a empresa tem 350 mil funcionários, onde metade deles estão dedicados à montagem do iPhone que é distribuído em todo o mundo.

A LG Display (que fabrica as telas dos iPhones) não fechou as fábricas, mas afirmou que terá um problema de produção por causa dos demais provedores. Já a LG Electronics cancelou a sua presença na Mobile World Congress 2020 e na ISE 2020 de Amsterdã (Holanda).

A Apple, por sua parte, fechou 42 lojas na China e a Samsung fez com mesmo com a sua Expericence Store de Shanghai.

A Sony avisou aos seus investidores que o coronavírus pode afetar as suas operações, mais especificamente no segmento de sensores de imagem. Dependendo do futuro progresso do vírus, a produção e cadeia de fornecimento de sensores de imagem e eletrônica da empresa pode ser seriamente afetada, já que dela depende 70% do sensores de câmera presentes no mercado de smartphones.

A Google fechou temporariamente os seus escritórios na China (quatro no total), Hong Kong e Taiwan, além de suspender as viagens para os países, pedindo para que os funcionários trabalhem de casa por pelo menos duas semanas.

A Amazon também restringiu as viagens de negócios para e saindo da China, algo que Facebook, Razer e Microsoft também fizeram (esta última também estabeleceu que os funcionários chineses devem trabalhar de casa).

O AirBnB afirmou que ativou a sua política de circunstâncias atenuantes para oferecer aos anfitriões e hóspedes afetados a opção de cancelar as reservas sem multas, mas deve cumprir os regulamentos locais da China.

A Nintendo já avisou que terá um atraso na produção de Nintendo Switch, qualificando o status como inevitável, apesar da empresa iniciar a mudança de sua produção da China para Taiwan em 2019.

 

 

Como está afetando o setor automotivo

 

Várias fábricas de automóveis estão na China, onde em 2018 foram produzidos 23.5 milhões de veículos para o grande público e 4.3 milhões de carros para a indústria.

A Tesla foi uma das montadoras afetadas, fechando o seu Gigafactory de Shanghai até o dia 10 de fevereiro, o que se traduz em atrasos para o Tesla Model 3. A Hyundai, quinta maior montadora global, fechou as suas fábricas na Coreia do Sul por causa da ausência das peças vindas da China. O mesmo aconteceu com Ford, Fiat Chrysler, Honda Motor, Renault, Nissan e General Motors, cujas fábricas permanecerão fechadas até a semana que vem.

Ou seja, as montadoras automotivas vão perder 350 mil unidades no primeiro quarto de 2020. OU seja, um duro golpe para uma indústria que produz quase dois milhões de carros por mês.

Por fim, vale destacar que a Organização Mundial da Saúde pede calma para a preocupação sobre uma pessoa poder contrair o coronavírus a partir de um pacote ou carta vindo da China. A OMS afirma que é seguro receber encomendas chinesas, e que não há risco de contágio pois o vírus não sobrevive muito tempo em objetos, cartas e pacotes.

O CDC (Centro para a Prevenção de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos) reforça que os riscos de propagação do vírus através de produtos ou embalagens que são enviadas por um período de dias ou semanas em temperatura ambiente é muito baixo, e que o coronavírus se propaga muito mais a miúdo por meio de gotas respiratórias.


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