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Como funcionam as baterias de lítio

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As baterias de lítio são onipresentes em nossas vidas, alimentando smartphones, tablets e computadores. São baterias recarregáveis, e seus primeiros protótipos foram desenvolvidos no começo da década de 1970.

Porém, só chegaram ao mercado em 1991, através da Sony, que entregou a sua primeira versão comercial. Hoje, é um elemento fundamental da tecnologia móvel e, por isso, entendo que vale a pena explicar um pouco melhor como essas baterias funcionam.

 

 

 

Metal leve, baterias leves

Uma das principais virtudes das baterias de lítio está na sua longa autonomia de bateria. Isso acontece porque seus compostos podem abrigar uma grande quantidade de energia pelas características eletroquímicas do material.

O lítio tem átomos pequenos e, por isso, é classificado como um metal leve, o que contribui para um peso menor dessas baterias. E, dependendo do tipo de dispositivo, elas podem armazenar energia por dias.

No final das contas, as baterias de lítio podem ser compactas e finas, o que ajudou (e muito) a definir o formato dos smartphones como conhecemos hoje.

 

 

 

São baterias mais seguras

As baterias tendem a liberar calor no processo de recarga, e no caso das baterias de lítio isso não é uma exceção. Sem falar que essas baterias são inflamáveis, e em determinadas circunstâncias elas podem pegar fogo ou até mesmo explodir.

Mas apesar do risco de explosão existir, as baterias de lítio que estão em nossos smartphones não podem pegar fogo de forma espontânea, independente do cenário. Isso só vai acontecer em condições muito específicas que vão favorecer o superaquecimento.

Cenários como uma recarga mal feita e com acessórios de má qualidade, ou os terminais de lítio muito próximos a ponto de causar um curto circuito são os que podem resultar em um cenário de incêndio ou explosão da bateria.

Porém, com um design adequado para o dispositivo e materiais isolantes de boa qualidade, as chances de uma bateria pegar fogo sozinha caem consideravelmente. O superaquecimento rápido só ocorre quando os espaços entre as nano partículas se expandem, interrompendo a passagem da corrente elétrica.

Uma vez que a bateria se esfria por completo, essas nano partículas voltam ao seu lugar de origem, e o funcionamento do dispositivo volta ao normal. As tecnologias atuais promovem esse melhor gerenciamento do comportamento do lítio, incrementando o desempenho da autonomia e abrindo as portas para o uso desse tipo de bateria em substituição dos combustíveis fósseis em outros cenários.

Não é exagero dizer que o desenvolvimento dessa tecnologia foi uma das maiores conquistas tecnológicas dos últimos 50 anos, mudando nossa experiência de uso de gadgets e outros recursos tech para sempre.

 

 

Via Nobel Prize, Nature


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