A Copa do Mundo FIFA Rússia 2018 começou, e este é o evento esportivo mais assistido do planeta (ao lado dos Jogos Olímpicos). Nessa edição, temos a estreia do VAR, tecnologia de assistência de vídeo que tem como objetivo ajudar o árbitro principal nas decisões de jogadas polêmicas que podem impactar o resultado da partida. Mas… como isso funciona?

O VAR já funciona em algumas ligas europeias, e chegou a funcionar no Campeonato Brasileiro 2017. O sistema se vale da tecnologia para limitar (e não eliminar, pois o sistema não é infalível) ao mínimo os erros dos árbitros.

Vale lembrar que a decisão final sobre qualquer jogada ainda é do árbitro principal, e não da tecnologia (como acontece no Olho de Falcão no tênis) ou dos árbitros assistentes que gerenciam o VAR.

Os árbitros assistentes de vídeo ficam em uma sala de videoconferência localizada no Centro Internacional de Transmissões em Moscou. Lá, todo o conteúdo de vídeo dos 12 estádios chega através de uma rede de fibra ótica.

 

 

O sistema acessa 33 câmeras que cobrem a partida e outras duas câmeras especiais para controlar especificamente os impedimentos. A comunicação do VAR com o árbitro principal acontece por um sistema de rádio que trabalha com a rede de fibra.

 

 

O VAR é controlado por quatro árbitros oficias da FIFA, e são designados exclusivamente para essa tarefa. 13 árbitros foram selecionados e contam com prática nesse sistema, onde cada um tem uma tarefa específica.

 

 

Além dos anteriores, há quatro operadores de reprodução encarregados de selecionar e oferecer os melhores ângulos de câmera. Dois deles selecionam os ângulos mais prováveis para cada jogada a examinar, enquanto que outros dois oferecem os ângulos finais escolhidos pelo VAR e pelo AVAR2 para cada incidente verificado ou revisado.

O árbitro principal do campo tem a sua área de revisão fixada. O RRA tem uma tela móvel para visualização das jogadas e revisar os incidentes (com ou sem VAR), localizada próxima das áreas técnicas das equipes.

 

 

O árbitro principal pode atrasar o início do jogo a qualquer momento para consultar o VAR, sem que este indique um processo de revisão. Isso fica claro quando o árbitro tocar a orelha.

 

 

Quando o VAR é solicitado, o árbitro faz com as mãos a figura de uma tela. O VAR só atua em casos onde pode ajudar em algumas decisões (erros claros e óbvios) que são realmente relevantes no jogo, para evitar muitas interrupções.

Gols ilegais por impedimento ou faltas, pênaltis, expulsões, incidetes graves ou quando um jogador foi identificado errado. Todos esses são casos para revisão do VAR, que é feito de forma pública.

No jogo inaugural da Copa 2018 entre Rússia e Arábia Saudita, aconteceu uma jogada onde um juiz de linha cometeu um erro clamoroso ao não indicar um impedimento com mais de um metro de distância. A jogada não teve maiores consequências e, por isso, o VAR não atuou. Mas se tivesse efeito direto no jogo, seria uma das jogadas onde o sistema entraria em ação.

Não é infalível, mas o VAR da Copa do Mundo 2018 (melhorado tanto na tecnologia quanto na preparação daqueles que o manejam) promete ser de ajuda para decisões mais justas e um jogo mais limpo.