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Em 10 anos, o mercado de telefonia móvel mudou profundamente. Hoje, os smartphones são muito mais onipresentes, e tantas mudanças afetaram o cenário geral do mercado e a presença dos fabricantes.

Ao longo desse tempo, gigantes caíram e emergiram, e chegou a hora de revisar tudo o que aconteceu. A base de análise desse post vem da IDC, que oferece a cota de mercado mobile há muito tempo.

 

 

2010: a Nokia ainda liderava

O mercado de smartphones estava em plena expansão (aumento de 74% a partir de 2009), mas estava bem longe do topo. E o Top 5 da época era, no mínimo, curioso:

1. Nokia
2. RIM (BlackBerry)
3. Apple
4. Samsung (que cresceu absurdos 318% em um ano)
5. HTC

A Nokia já estava em queda livre, mas poucos achavam que ela perderia o trono na rentabilidade, pois todos iriam se beneficiar de alguma foram com o aumento das vendas de smartphones.

Mas não foi bem assim que aconteceu…

 

 

2011: Samsung chega ao topo

O brutal crescimento do Android beneficiou a Samsung, que vendeu 100 milhões de unidades dos quase 500 milhões de smartphones comercializados naquele ano.

A Apple também esbarrou nos 100 milhões de smartphones vendidos, deixando a Nokia na terceira posição, ainda em queda livre enquanto todo o mercado aumentava as suas vendas. A BlackBerry se mantinha estável, e a HTC (que cresceu 100% em um ano) repetia a quinta posição.

 

 

2012: o ano em que o duopólio nasceu

Um ano estranho. Mesmo com 550 milhões de unidades vendidas, apenas os dois primeiros do Top 5 ganharam mercado. E aqui nascia o duopólio Samsung e Apple.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Samsung registrou mais de 100% de ganhos de mercado, que já dava sinais de saturação, superando 200 milhões de smartphones vendidos.

A Apple ficou na segunda posição, com 136 milhões de unidades vendidas. A Nokia perdeu mais 54% nas vendas, a HTC assumiu a quarta posição mesmo vendendo 25% a menos que o ano anterior, e a BlackBerry fechou o Top 5. As demais marcas fora do Top 5 registraram quedas de 32% nas vendas.

 

 

2013: o adeus para Nokia, BlackBerry e HTC

Um ano de fortes mudanças, onde pela primeira vez superamos a marca de 1 bilhão de smartphones vendidos. Nas duas primeiras posições, sem novidades: Samsung segue dominando (mais de 300 milhões de unidades), com a Apple na segunda posição (150 milhões de unidades).

As surpresas aparecem a partir de agora. Huawei, LG e Lenovo completam o Top 5. Nokia e BlackBerry saíram do ranking para nunca mais voltar… assim como a HTC.

 

 

2014: crescimento sem grandes mudanças

Foram 1.3 bilhão de smartphones vendidos no período, mas não tivemos grandes mudanças no Top 5, mostrando que as marcas se consolidaram.

A Samsung segue no topo (mais de 300 milhões de unidades), com a Apple na segunda posição (quase 200 milhões de unidades). Huawei, Lenovo (com a ajuda da Motorola alcançou a quarta posição) e LG completaram o ranking, com fortes crescimentos.

Já no grupo dos “outros”, a porcentagem alcançada é de quase 50%, mostrando que o duopólio está se desfazendo, mas com uma distância enorme para os líderes do segmento.

 

 

2015: seja bem vinda, Xiaomi

A única grande mudança do Top 5 nesse ano foi a chegada da Xiaomi na quinta posição. Com o mercado de smartphones consolidado (1.5 bilhão de unidades vendidas e aumento de 10% nas vendas), é de se esperar que não aconteçam maiores mudanças entre os protagonistas do setor.

A sequência é a mesma: Samsung, Apple, Huawei e Lenovo, que apresentaram números de unidades vendidas muito similares ao ano anterior. A novidade mesmo é a Xiaomi desbancando a LG.

 

 

2016: Samsung e Apple estancadas

Um ano surpreendente, porque Samsung e Apple registraram quedas nas vendas pela primeira vez. No caso da Apple, é ainda mais surpreendente, pois seu ritmo de crescimento era mais forte que o da Samsung.

O restante do Top 5 também registrou mudanças. Huawei segue completando o pódio, mas as chinesas Oppo (com quase 100 milhões de unidades vendidas) e Vivo desbancaram Lenovo e Xiaomi.

 

 

2017: a primeira queda global nas vendas

A saturação no mercado de smartphones chegou, e as vendas caíram pela primeira vez. O Top 5 tem algumas variações, com Samsung e Apple no topo (e estancadas), a Huawei brigando cabeça a cabeça com a Oppo (que teve crescimentos dignos) e a Xiaomi reaparecendo na quinta posição (com um crescimento espetacular de quase 100%).

 

 

2018: a China faz pressão

Um ano com muitas mudanças, mas com um estancar ainda maior das grandes marcas, e um contra-ataque forte das marcas chinesas.

Samsung e Apple seguem na liderança, mas com quedas notáveis nas vendas (pela primeira vez a Samsung não superou a marca de 300 milhões de unidades, algo que vinha fazendo desde 2013). Huawei (prestes a superar a Apple) e Xiaomi cresceram aproximadamente 30%, e a Oppo fecha o Top 5.

 

 

2019: ainda falta um trimestre; mesmo assim…

O ano de 2019 ainda não acabou no que se refere às análises de dados de vendas, mas já podemos dizer que a Huawei superou a Apple, mesmo com o veto do Trump (e os problemas que a Huawei teve com esse veto).

Também está claro que a Samsung vai repetir a liderança, com a Huawei em segundo, a Apple em terceiro, e Xiaomi e Oppo disputando as duas últimas posições.

 

 

Conclusão

Foram dez anos apaixonantes. Marcas como Nokia e BlackBerry desapareceram, HTC LG e Lenovo flertaram com o sucesso, mas ficaram para trás. E marcas chinesas como Vivo, Oppo, Huawei e Xiaomi conquistaram um mercado que não era delas.

A grande constante da década é mesmo o duopólio Samsung e Apple, mostrando que o Android e o iOS dominaram a década. Não é o mesmo duopólio comandado com mãos de ferro pela dupla como em 2012, mas ambas souberam se manter na elite do setor, enquanto que outras marcas brincavam de elevador.


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