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A internet está em tudo quanto é lugar, inclusive nos brinquedos dos seus filhos. É preciso ter uma certa responsabilidade para que tais produtos não resultem em efeitos negativos. Os brinquedos conectados são uma problemática preocupante, pois são menores de idade convivendo corpo a corpo com esse tipo de tecnologia.

 

 

O grande problema dos brinquedos conectados

 

 

Quando os pais presenteiam os filhos com um gadget conectado na internet, normalmente é preciso realizar um download de um aplicativo para que o mesmo funcione. E é aqui que mora o perigo. Ainda que este não seja o único perigo implícito.

Os pais nunca param para ler manual de instruções, que dirá as normas de segurança e privacidade dos aplicativos. E tais normas permitem a coleta de dados privados, acesso aos microfones e câmeras, e em dispositivos que podem ser facilmente hackeáveis, onde inclusive é possível ouvir as conversas do seu filho com o dispositivo.

 

 

Brinquedos questionáveis

 

 

Os brinquedos conectados existem a algum tempo e, de tempos em tempos, são alvos de escândalos relacionados com a invasão de privacidade. Porém, apesar dos hackers serem mal intencionados, são os pais que colocam esses brinquedos dentro de suas casas. Sem falar que o perigo pode vir de fontes legítimas, como por exemplo o fabricante do brinquedo.

Alguns fabricantes acabam rastreando as unidades de seus produtos, e alegam fazer as gravações que recebem apenas para obter dados para melhorar os brinquedos, mas podem até compartilhar esses dados com terceiros para melhorar o funcionamento do reconhecimento de voz.

 

 

Conselhos na hora de comprar um brinquedo conectado

Todos os pais que pensam em comprar um brinquedo com conexão à internet devem seguir os conselhos a seguir.

 

 

Antes de comprar o brinquedo

– Se informe sobre os dados que o aplicativo do brinquedo vai coletar, assim como os elementos que o mesmo incorpora, como câmeras e microfones.
– Verifique se o protocolo de troca de dados com o aplicativo utiliza a encriptação com senha.
– Verifique quais são os dados que são transmitidos pela internet.
– Conheça qual é o tratamento dados aos dados coletados pelo aplicativo.
– Faça o download do app e revise as permissões exigidas para o seu funcionamento.
– Pergunte ao vendedor da loja sobre o brinquedo.
– Pesquise na internet a marca que fabrica o brinquedo e as opiniões dos consumidores.

 

 

Uma vez comprado

– Revise o manual de instruções em busca dos termos e condições.
– Verifique as informações do fabricante.
– Verifique se o brinquedo cumpre com as normas de segurança brasileiras.

 

No final das contas, a última palavra ainda é do consumidor. Não estamos sugerindo que você não compre para o seu filho um brinquedo com conexão à internet, mas todo cuidado é pouco, e informação é poder. Quanto mais você souber sobre o produto em questão, menores são as chances de você (e seu filho) terem problemas.


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