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Como é utilizar um smartphone moderno sem as irritantes notificações constantes

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Pense na possibilidade de passar um tempo sem receber as notificações no smartphone, com um uso mais objetivo do dispositivo. Um telefone que existe basicamente para você se comunicar por voz, sem ter tantas interrupções do mundo exterior.

Bom… alguém tentou isso. E decidiu compartilhar a sua experiência com o mundo.

Um editor do Xataka Movil decidiu adotar um uso minimalista do smartphone, inspirado em práticas como a de David Broncano, com o objetivo de reduzir distrações e retomar o controle do tempo e da atenção, e compartilhou a experiência com o mundo.

E podemos aprender muitas coisas bem interessantes com tudo o que ele dividiu conosco.

 

As mudanças para um smartphone mais minimalista

O primeiro passo foi o uso de um lançador de aplicativos simples, sem elementos visuais chamativos. A medida revelou o quão frequentemente ele olhava para o celular e como uma interface menos estimulante ajudou a diminuir esse comportamento.

No entanto, com o tempo, ele acabou voltando aos antigos hábitos e reativando todos os aplicativos — embora o aparelho permanecesse sempre em modo silencioso.

Posteriormente, decidiu adotar uma abordagem mais radical: desativar absolutamente todas as notificações, mesmo dos aplicativos mais usados como e-mail e Telegram. Usando um iPhone com iOS 18, ele removeu manualmente as notificações uma por uma.

A intenção era eliminar qualquer interrupção, sem depender de modos como o “Não Perturbe”. Ele considerou manter as notificações apenas para chamadas telefônicas, mas até isso foi descartado por causa da grande quantidade de spam — com exceção de chamadas relacionadas à compra de um imóvel, resolvidas durante o expediente.

Como trabalha diante de um computador, ele já tem acesso a e-mails, mensagens e outras plataformas, e mesmo chamadas podem ser atendidas no MacBook por meio do recurso Continuity. Isso facilitou a transição para um celular sem notificações.

Nos primeiros dias, no entanto, experimentou um aumento no uso do celular motivado pelo medo de perder algo importante (FOMO). Com o tempo, esse comportamento se estabilizou.

A principal mudança ocorreu com os apps de e-commerce e redes sociais. Ele notou uma queda drástica nas tentações de compras impulsivas e de entretenimento ocioso.

A solução adotada foi consultar os aplicativos proativamente apenas quando necessário, por exemplo, para verificar o status de uma entrega. Em caso de algo realmente importante, o usuário acredita que será contatado por e-mail.

Na prática, o uso do smartphone tornou-se mais consciente e funcional: ele o acessa com objetivos específicos como ouvir música, mandar uma mensagem ou consumir conteúdo de forma deliberada.

As métricas de uso confirmam o impacto positivo — menos horas de tela, menor consumo de bateria e maior foco durante atividades como leitura, caminhadas ou ver séries.

Ao fim da experiência, ele conclui que não há mais retorno ao modelo anterior. Apenas três apps mantiveram as notificações ativas: Telefone, WhatsApp e Telegram — e mesmo assim, com a maioria dos grupos silenciados.

A mudança consolidou-se como uma escolha definitiva por uma relação mais saudável com a tecnologia.

 

O que podemos aprender com tudo isso?

Que é sim possível controlar o tempo de uso nos smartphones. Mais do que isso: diminuir drasticamente as notificações que recebemos no dispositivo todos os dias.

Não apenas por causa da produtividade perdida, mas também em nome de nossa saúde mental. Não é possível pensar que dá para viver de forma tranquila com tantos alertas recebidos no dispositivo constantemente.

Algumas pessoas passaram a desligar o smartphone durante a noite, e elas estão corretas. O momento de descanso noturno precisa ser sagrado.

E a grande maioria já deixa o dispositivo no silencioso, só para não ter alertas sonoros irritantes. E, mesmo assim, precisa lidar com a vibração silenciosa que aparece de tempos em tempos.

Que o experimento de um jornalista especialista em tecnologia nos mostre como podemos reformular nossos hábitos de uso com o smartphone, com o principal objetivo de alcançar uma melhor relação com o dispositivo, além de uma maior saúde mental.


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