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Como deve ser o donut com IA que Jony Ive está desenvolvendo para a OpenAI

O Jony Ive vai fazer uma rosquinha para o Sam Altman?

Calma. Esse ainda é um blog de tecnologia, e não uma sucursal do xHamster.

A OpenAI confirmou que o dispositivo de inteligência artificial que o Jony Ive está desenvolvendo para a empresa dona do ChatGPT será um gadget sem tela em forma de rosquinha.

E, da mesma forma que outros gadgets similares tentaram no passado (e falharam miseravelmente nessa tentativa), ele promete substituir o smartphone na rotina diária.

Sim. Você já viu isso antes. E me pergunto até que ponto a influência de Jony Ive pode ajudar a alcançar esse objetivo.

 

Como será a rosquinha do Jony Ive?

Estou sendo sugestivo, mas é mais forte do que eu.

De acordo com o que sabemos até agora, o futuro gadget da OpenAI terá uma forma semelhante à de um donut, que poderemos carregar no bolso da calça. Sua construção seria de metal de alta qualidade, e seria o primeiro de uma família de dispositivos de inteligência artificial que a empresa de Sam Altman está planejando lançar.

O dispositivo teria componentes mecânicos que poderiam se mover fisicamente, e poderia usar diferentes aspectos para mostrar sua atividade ou funcionamento, como a iluminação do ambiente, a voz do usuário e o já mencionado movimento físico do próprio dispositivo.

Para fazer tudo isso, o donut contaria com um sistema de câmeras e diferentes sensores. Uma luz visível indicaria quando o dispositivo está ouvindo ou atento ao ambiente ao seu redor.

O dispositivo será projetado para conhecer progressivamente o usuário, se tornando assim um agente pessoal de inteligência artificial. É possível pensar que o gadget contará com uma versão muito mais avançado do modo de voz do ChatGPT, mas integrado em um dispositivo físico independente, com capacidades de observar, ouvir e entender o contexto para oferecer respostas mais completas e diferenciadas.

 

Como a OpenAI se prepara para liberar a rosquinha para a galera

Juro que essa é a última referência que vou usar neste texto.

Para tornar a rosquinha de ChatGPT viável, a OpenAI teria aumentado internamente a possibilidade de fabricar produtos para um volume de até 100 milhões de unidades. A ideia é lançar um produto algo tão comum na vida das pessoas como é o smartphone hoje.

Acontece que um smartphone concentra comunicações, fotografia, entretenimento, pagamentos, navegação na internet e toda a nossa vida digital. Não vejo como esse donut pode ser o substituo completo do celular, a não ser que o dispositivo faça mais do que sabemos.

Jony Ive tem papel importante nessa equação.

Sua presença no projeto oferece à OpenAI uma expertise em design de hardware que a empresa não tinha até agora. Dessa forma, é possível sim pensar nesse alto-falante como a primeira peça viável de uma estratégia muito maior.

Um dos pontos que certamente vai levantar dúvidas sobre o produto é a sua privacidade. Esse pode se tornar um dos fatores que vai determinar o sucesso ou o fracasso do gadget.

Afinal de contas, fica a pergunta: quando é útil para uma inteligência artificial intervir por iniciativa própria, e quando isso se torna um problema?

Analistas estimam que o seu preço ficaria na casa entre US$ 300 e US$ 400, o que se alinharia com uma estratégia de apresentar um produto diferenciado com preço elevado e focado no público mais exclusivo, para só depois tentar alcançar o grande grupo consumidor.

Exatamente da mesma forma que a Apple faz.

Vale a pena reforçar que a OpenAI ainda não anunciou oficialmente o seu alto-falante inteligente, e que várias perguntas estão sem resposta. De modo que existe um enorme lastro para especulações e novidades que devem aparecer ao longo dos próximos meses.

Produto apresentado. Em breve volto aqui para comentar o que penso da iniciativa.