Como dar aulas virtuais durante o coronavírus

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É possível estudar de casa, com os recursos necessários, professores preparados e um aluno com acesso aos conteúdos corretos. E em tempos de coronavírus, essa pode ser a solução para alguns estudantes. Pois bem, Google e Microsoft contam com plataformas com possibilidades acadêmicas para professores e alunos que podem interagir à distância.

Google Classroom e Microsoft Teams são as plataformas mais conhecidas, mas não são as únicas. Nesse post, vamos mostrar o que está acontecendo com o mundo acadêmico lá fora em tempos de COVID-19.

 

 

 

O que é o Google Classroom e o Microsoft Teams

 

 

As duas são plataformas onde os professores estabelecem um contato direto com os alunos via telemática, permitindo o envio de documentos de texto, fotos e questionários diretamente para o aluno, com muito mais recursos que os oferecidos pelo correio eletrônico.

Algumas dessas plataformas podem carregar o histórico de cada aluno, além do professor saber o tempo todo quais tarefas o aluno consultou ou quais ele completou e que conteúdos ele consumiu, podendo obviamente conversar com eles em tempo real.

 

 

Não existem diferenças muito notáveis entre as duas plataformas além da sua estética. Talvez o Google Classroom conte com um sistema que analisa a originalidade dos conteúdos que os alunos enviam para a plataforma, evitando assim as cópias. Já o Microsoft Teams tem uma série de apps para criar documentos, desenhar, armazenar conteúdos e outros.

 

 

 

Como educar na era do coronavírus

 

 

Tudo indica que Google Classroom e Microsoft Teams são as principais ferramentas a serem utilizadas para a edução à distância na era do coronavírus. Seu uso depende do que cada professor tem em mente, seja para acompanhar a sua forma de dar aulas e oferecer um espaço virtual para compartilhar conteúdos extras, ou para gerenciar todo esse conteúdo e compilar as notas dos alunos. Já os professores mais velhos ainda preferem a caderneta de chamada física, deixando de lado os computadores e tablets para a missão.

Em tempos de escolas fechadas, essas plataformas podem permitir que o ritmo das aulas se mantenha de forma coordenada e sem atropelos de matérias. Se bem que isso depende da perícia de cada professor no mundo da tecnologia para manter uma base de conteúdo durante os dias que a quarentena vai valer. Além disso, os professores devem preparar propostas com conteúdos de vídeo e documentos de texto para planejar suas aulas, adaptando o que foi preparado para as aulas presenciais para o formato virtual.

A grande vantagem aqui é que muitos professores e todos os alunos já são nativos digitais, ou seja, nasceram e cresceram com ferramentas tecnológicas, o que vai agilizar o processo de ensino à distância entre as duas pontas. Um tablet ou notebook pode ser muito mais eficiente no ensino do que uma lousa para as novas gerações.

Para tudo funcionar, basta que os dois lados do processo contem com as ferramentas corretas. O aluno precisa ter pelo menos um computador e a conexão com velocidade suficiente. E, se tudo der errado, o conteúdo ainda pode ser enviado por e-mail ou ensinado por videoconferências ou palestras virtuais.

Mas alguns contratempos ainda podem complicar o processo.

 

 

 

Problemas tecnológicos e de acessibilidade

 

 

Aplicar tais sistemas nas escolas não é algo tão simples. Menos ainda quando ninguém se preparou para isso. Ou quando a sua casa não tem um computador ou internet de boa qualidade.

Nem todos os professores contam com habilidades para gerenciar essas plataformas, assim como alguns alunos. A brecha tecnológica aqui se marca pela idade, onde os professores mais velhos não usam computadores, e os alunos muito jovens precisam de ajuda dos seus pais para criar contas e se conectar às aulas virtuais.

Outra barreira a ser superada é o acesso a um computador por parte do aluno. Nem todo aluno tem um computador ou tablet para receber os conteúdos do professor, seja por motivos socioeconômicos, ou porque não existe um dispositivo disponível e focado para o seu uso em casa. Ou quando tem, é usado pelos pais em home-office. Tudo isso impede que os alunos possam desenvolver o estudo à distância de forma plena.

São problemas a serem considerados e contornados nos próximos meses.

Nada substitui as aulas presenciais, mas parece que o coronavírus pode fazer coisas boas pela educação. Pode servir como complemento para o estudo tradicional e, nesse momento de crise epidemiológica, uma alternativa para manter o maior número de pessoas em segurança.

 


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