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Como a tecnologia revelou que Cristiano Ronaldo NÃO marcou aquele gol de cabeça contra o Uruguai

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Cristiano Ronaldo é um dos melhores e mais mediáticos jogadores de futebol da história, e o Mundial do Catar pode ser a última chance que temos para ver o ciborgue em ação pela seleção de Portugal. E tudo o que eu disse até agora é uma verdade inescapável.

O que muita gente não sabia é que esse mesmo Cristiano Ronaldo é um ator muito talentoso. Afinal de contas, ele nem chega a encostar na bola em um cabeceio fake e sai comemorando como se tivesse marcado o gol da vida dele.

Por causa da tecnologia, descobrimos que Cristiano Ronaldo tentou uma indicação ao Oscar de Melhor Ator para o Oscar 2023.

 

O que aconteceu?

No início do segundo tempo da partida entre Portugal e Uruguai pela segunda rodada da primeira fase do Mundial do Catar, uma falta lateral cobrada pelo jogador português Bruno Fernandes acabou indo direto para o gol, algo que aparentemente não era para acontecer, já que ficou evidente que aquele lance era um cruzamento.

Um pouco antes, Cristiano Ronaldo tentou cabecear a bola, e os ângulos de câmera não deixaram claro se ele conseguiu realizar ou não o toque no elemento mais importante de um jogo de futebol. Só ele sabia da verdade.

Aproveitando o benefício da dúvida, CR7 saiu para comemorar o gol rapidamente como se fosse seu, de forma bem malandra. Fez todo uma cena que induziu todo mundo ao erro. E é sempre bom lembrar que aquele gol seria um recorde para um jogador português em campeonatos mundiais.

Enfim, era tudo mentira.

 

Como Cristiano Ronaldo foi descoberto

Neste momento, entrou em ação a bola da Adidas utilizada no Mundial do Catar, que está lotada de tecnologias para determinar o que realmente aconteceu em diferentes tipos de lances durante o jogo. Incluindo este, onde a bola nunca tocou na cabeça do CR7.

A bola Al Rihla da Adidas conta com um sensor interno que registra toda a força externa exercida sobre ela, indicando graficamente cada chute ou cabeceio recebido, medindo a sua força e o momento exato em que o impacto acontece.

Este é um sensor de unidade de medição inercial que mapeia o movimento granular em três dimensões. E foi exatamente essa característica que a Adidas utilizou para informar que jamais houve um contato de Cristiano Ronaldo com a bola naquele lance da partida.

A cada impacto na bola em qualquer parte do corpo do jogador ou nas traves ou em qualquer elemento físico dentro de campo, essa informação é registrada em uma velocidade equivalente a 500 fotogramas por segundo.

Esses dados são enviados em tempo real para um sistema de posicionamento formado por antenas localizadas no estádio. E esses dados podem determinar em tempo real o que aconteceu dentro de campo, considerando uma perspectiva que praticamente ninguém tem, podendo assim revelar verdades que o árbitro não pode ver durante a partida.

O sensor mostra um gráfico similar a um sismógrafo que, reproduzido de forma sincronizada com o início da partida, revela quando a bola foi golpeada, mesmo que de forma sutil, e quando não houve qualquer tipo de interferência de nenhum elemento em campo.

Dessa forma, a FIFA pode verificar que o movimento do cabeceio de Cristiano Ronaldo não se refletiu na bola. Ou seja, ele nunca interferiu na jogada.

E, por causa disso, o gol foi creditado para Bruno Fernandes.

A bola da Adidas ainda conta com outro sensor de ultra banda larga (UWB) para determinar a sua posição em campo o tempo todo, aumentando assim a sua precisão de localização. A Al Rihla é mais precisa que um GPS, e ajuda a determinar se a bola entrou ou não por completo no gol, ou se ela superou completamente os limites de campo.

Por fim, os jogos do Mundial do Catar ainda contam com o auxílio do monitoramento ótico pelo sistema de câmeras “olho de falcão”, muito utilizado nas partidas de tênis. São 12 câmeras instaladas em cada estádio, que verificam a posição da bola e dos jogadores e seus 29 pontos corporais (em cada jogador), o que ajuda a determinar lances de impedimento nas jogadas mais polêmicas.

Aliás, o sistema é conhecido como “marcação de impedimento semiautomático”, e já falamos sobre ele aqui no blog.

No final das contas, Cristiano Ronaldo tentou dar uma de ator no Mundial de futebol mais tecnológico da história.

Bela tentativa, CR7! Mas não colou!


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