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Como a NVIDIA cria mais bilionários que qualquer outra empresa

Jensen Huang não tem pudor em se gabar:

“Criei mais bilionários na minha equipe de gestão do que qualquer outro CEO no mundo”.

A declaração, feita durante uma conferência da All-in Podcast, soa como conversa de bar entre ricaços, mas os números não mentem. O cara literalmente transformou a NVIDIA numa máquina de imprimir dinheiro para os funcionários – e não é figura de linguagem.

Enquanto outras empresas pagam salário e pronto, a NVIDIA entope os funcionários seniores com pacotes de ações da empresa. Os demais mortais têm acesso ao ESPP (Plano de Compra de Ações para Funcionários), que é basicamente a empresa dizendo: “Quer ficar rico? Compre nossas ações com desconto”.

Democratizar a riqueza nunca foi tão lucrativo.

 

Como essas ações cresceram de forma tão exponencial

Os números são de dar inveja em qualquer trader do mercado financeiro: 3.776% de crescimento desde 2019, com um adicional de 170% só no último ano.

Para quem não é bom de matemática, isso significa que qualquer funcionário esperto que investiu uns trocados nas ações da empresa virou praticamente um Eike Batista da vida – só que sem quebrar depois.

Jensen Huang, esse modesto cidadão com patrimônio de “apenas” 151 bilhões de dólares, conseguiu levar a NVIDIA a uma capitalização de mais de 4 trilhões de dólares.

E o melhor: não guardou o bolo só para ele. Enquanto outros CEOs nadam em dinheiro e deixam os funcionários comendo migalhas, Huang criou um sistema onde todo mundo sai ganhando – literalmente.

Huang tem uma teoria meio revolucionária para os padrões corporativos:

“Cerca de 150 pesquisadores de IA, com financiamento suficiente, provavelmente podem criar uma OpenAI”.

Traduzindo do “executivês”: equipes pequenas e bem pagas rendem mais que batalhões de funcionários mal remunerados. Quem diria, né?

A NVIDIA virou especialista em fazer mais dinheiro com menos gente – uma espécie de “mais vale um pássaro na mão que dois voando”, versão Silicon Valley.

Enquanto outras empresas contratam meio mundo para fazer o trabalho, a NVIDIA prefere pagar bem para poucos e ver todo mundo ficar “extraordinariamente rico”, como o próprio Huang gosta de dizer. Os caras da OpenAI e da DeepSeek que o digam.

 

Sistema de gestão personalizada… por uma “algema dourada”

Jensen Huang é daqueles chefes que sabem até quando você foi ao banheiro – mas de uma forma estranhamente não assustadora.

O cara criou um sistema de e-mails que permite acompanhar cada funcionário da empresa, numa versão moderna do “Big Brother” corporativo, só que com final feliz para todo mundo.

O CEO supervisiona pessoalmente o salário de cada funcionário e ainda se gaba: “sempre aumento os gastos da empresa com despesas operacionais”.

Sua filosofia é simples: “se você cuida das pessoas, todo o resto cuida de si mesmo”. É quase como se fosse um patrão bondoso de filme da Disney, só que real e com muito mais dinheiro envolvido.

Claro que nem tudo são flores no paraíso da NVIDIA. Os funcionários trabalham sete dias por semana com jornadas intermináveis – é o preço de ser milionário, aparentemente.

A Bloomberg batizou isso de “algemas de ouro”, que é uma forma elegante de dizer: “você está preso aqui, mas pelo menos está preso numa mansão”.

O mais engraçado? Mesmo com essa rotina insana, a taxa de rotatividade da NVIDIA é ridiculamente baixa: apenas 2,7%, enquanto o resto da indústria de semicondutores patina com 17,7%.

Parece que dinheiro no bolso realmente faz diferença na hora de aguentar chefe chato e horário de louco.

Quem diria que a felicidade também tem preço de mercado?