Uma das gigantes do mundo da tecnologia por excelência, hegemônica do computador pessoal e que não soube se adaptar à era da mobilidade. Assim podemos descrever a Microsoft.

Os últimos seis anos da Microsoft foram feitos de contrastes. Vários sucessos, como a expansão do seu negócio de servidores, a migração do Office do modelo de licença para o formato de assinatura e novos modelos de negócios nos videogames e o Windows 10, muito bem recebido pela crítica.

Por outro lado, vários fracassos: abandono no mercado de smartphones, a loja de apps do Windows não decolou, não conseguir reverter a queda nas vendas de PCs com Windows e os tablets com o seu sistema operacional demoraram para receber notoriedade.

O crescimento dos últimos anos começou a se materializar em 2015, refletindo as primeiras decisões de Satya Nadella no comando da Microsoft.

Isso é visto claramente nas tendências? enquanto as divisões Office e serviços na nuvem crescem, a divisão de consumo e dispositivos perderam uma quinta parte. A má notícia é compensada com receitas totais de US$ 30 bilhões por trimestre.

 

 

Nadella teve que desfazer o que Ballmer fez. Cancelou a divisão do Windows, que deixou de ser um produto para ser um serviço, admitiu que a compra da Nokia e a insistência com o Lumia foi uma má ideia, e que a Microsoft perdeu o trem do mercado mobile.

Como o mercado para o consumidor final estava complicado de reconquistar, Nadella então olhou para o lado do open source, comprando a Xamarin, liberando 60 mil patentes, comprando o GitHub e integrando o Bash no Windows 10.

Também tentou competir contra Google e Apple com desenvolvimentos próprios como o To-Do (fruto da compra da Wunderlist), Microsoft Launcher, a compra do calendário Sunrise e o lançamento do navegador Edge para o Android.

Porém, o futuro da Microsoft pode estar na inteligência artificial. Projetos como as APIs para ‘serviços cognitivos’, que atuam na tradução automática no Skype e bots que conversam com humanos, além do reconhecimento de emoções em vídeo.

Xbox e Surface são problemas a serem resolvidos pela Microsoft. O Xbox perdeu para o PlayStation na atual geração de videogames, mas apresentou uma potente alta nas vendas nos últimos meses, com aumento de assinantes da Xbox Live. Já o Surface apresenta números mais modestos e com lucros menores.

Em resumo: a chegada de Nadella fez com que o valor da marca Microsoft e sua capacidade de capitalização elevassem os seus lucros de forma considerável. Ainda é a terceira gigante de tecnologia do mercado, atrás de Apple e Google.

Vamos ver como a Microsoft vai se comportar na era pós-smartphone.