A Google é uma das empresas que mais investe em aprendizagem automática e Inteligência Artificial, e tem tecnologias prontas para o seu uso na medicina. Os recentes estudos mostram que esses sistemas podem ser tão bons quanto um médico de verdade, entregando em alguns casos resultados melhores.

Um estudo de aprendizagem automática da Google já consegue obter dados dos pacientes apenas escaneando as suas retinas, obtendo dados muito importantes, como por exemplo se poderia ter riscos de infarto, se fumava ou se era homem ou mulher.

O grande mistério dessa tecnologia é: como foi possível que o sistema detectasse o sexo dos pacientes sendo que os próprios médicos foram incapazes?

 

 

Na realidade, os médicos não conhecem nenhum método para detectar o sexo de um paciente apenas com a retina. No estudo, os médicos que também diagnosticaram os pacientes tiveram um acerto de 50-50, onde acertar foi mais uma questão de sorte do qualquer outra coisa.

Já o sistema da Google tem um AUC (área abaixo da curva) de 0,97, ou seja, a probabilidade de acerto do sexo da pessoa é quase 100%. Como isso é possível? Ninguém sabe ainda. O sistema de aprendizagem automática é uma espécie de ‘caixa preta’, e só com uma análise que mostra o seu funcionamento é possível chegar a uma conclusão.

 

 

Ninguém sabe como o sistema conseguiu isso, mas existem algumas teorias. Uma delas é que a IA se fixa em detalhes que os médicos não conseguem analisar, como a espessura dos vasos sanguíneos, onde de alguma forma o sistema se deu conta que este é um diferencial durante o processo de aprendizagem.

Também é possível que os médicos sejam capazes de fazer o mesmo. Eles só nunca tentaram tais variantes. Normalmente o médico já sabe o sexo do paciente antes de verificar a sua retina.

Seja como for, esta é mais uma mostra do quão interessante a medicina está se tornando com tais avanços.