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Nesse post, vamos entender como que a Disney ganha dinheiro. Não que a gente não saiba como, pois a empresa é uma potência do entretenimento global. Mas absorver com um pouco mais de detalhes o dinamismo desses ganhos financeiros.

A Disney é uma autêntica locomotiva do entretenimento que vai muito além dos desenhos animados nos cinemas e na televisão.

 

 

 

Compreendendo como a Disney ganha (muito) dinheiro

 

 

A Disney é um enorme conglomerado de filiais, mais especificamente 34, que se dividem em quatro grandes unidades de negócio.

Media Networks: as redes de TV que são de propriedade da Disney (Disney Channel, ABC, ESPN, FX, National Geographic e Freeform).

Parks, Experiences and Products: os parques temáticos da empresa, a venda de produtos de merchandisign, sua linha de cruzeiros, o resort de férias e outros produtos e atrações relacionadas com esses segmentos.

Studio Entertainment: as produções de conteúdos originais (Marvel Studios, 20th Century Studios, Pixar, Lucasfilm, etc).

Direct-To-Consumer and International: as plataformas de vídeo por streaming on-demand (Disney+, ESPN+, Hulu e Hotstar).

 

Mesmo com a chegada do Disney+ em alguns mercados, o vídeo sob demanda é quem representa (nesse momento) o menor volume de receitas para a empresa (6% em 2019). Será importante observar o desempenho desse segmento nos próximos anos quando a plataforma de streaming se expandir ao redor do mundo.

A divisão que mais gera lucros para a Disney é os seus parques temáticos, experiências recreativas e vendas de merchandising (US$ 4 de cada US$ 10 que entram na empresa).

Logo atrás (US$ 3.6 de cada US$ 10 arrecadados) fica a Media Networks, ou os seis canais de TV que a Disney possui. E com 17% de faturamento, encontramos as produções de conteúdos originais. Paradoxalmente, a Disney faz mais caixa com os produtos e experiências associadas aos filmes do que com a criação de séries e filmes.

 

 

 

Recordes em 2019

 

 

A Disney não teve problemas com a crise de 2008, registrando uma leve queda de receitas em 2009. Desde então, não parou de crescer (com exceção de uma leve queda em 2017, que foi muito bem compensada nos anos seguintes), duplicando o seu faturamento na última década, com o seu maior crescimento registrado em 2019.

Foi no ano passado que a empresa reorganizou o seu negócio nas quatro grandes divisões mencionadas, e um ano antes duas de suas antigas divisões se fundiram. Antes, as divisões eram diferentes, mas similares. Foram unidas unidades cujas diferenças eram escassas.

Nos próximos meses, precisamos observar os efeitos da chegada do Disney+ nos mais diferentes mercados. Especialmente nesse momento em que o post foi produzido, pois é essa plataforma que tende a crescer com a pandemia do coronavírus, ao mesmo tempo que os parques temáticos e o merchandising de suas sagas serão seriamente afetados com esse momento de crise.


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