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A produção do iPhone 9 teve que ser suspensa na Índia, por causa da pandemia do coronavírus. O modelo seria um iPhone menos caro, com o objetivo de melhorar as vendas dos smartphones da Apple.

A gigante de Cupertino ainda depende muito do iPhone, pois suas vendas representam a maior parte de suas receitas trimestrais, sem falar em todo um ecossistema de aplicativos que alimentam o iOS, o que torna este smartphone essencial para o crescimento dos dois segmentos.

Sem o iPhone, o golpe para a Apple é pesado. Nos últimos anos, a empresa entendeu que seus usuários querem smartphones com uma melhor relação custo-benefício. Algo que se materializou no iPhone SE, no iPhone XR e iPhone 11. E o próximo passo seria iPhone 9.

 

 

 

iPhone 9 adiado por tempo indeterminado

 

 

A vida do iPhone 9 se complicou com a suspensão da cadeia de produção na Índia, e com as paralisações das cadeias de fornecimento de componentes. Sem falar que a Apple tem que produzir o iPhone 12, o que deve sacrificar os recursos para o iPhone 9. Afinal de contas a empresa não vai arriscar atrasar o lançamento do seu principal produto no ano.

Nesse momento, nada está definido. Porém, o cenário atual pode resultar em um atraso no iPhone 9 por tempo indeterminado. Pode ser um adiamento por um ou dois trimestres. Ou quem sabe ele demore tanto para ser lançado, que o mesmo deixa de fazer sentido no ponto onde está, o que exigiria uma reformulação no design ou um ajuste nas especificações técnicas, para que o produto se mantenha atraente na época do seu lançamento.

Alguns analistas sugerem que o iPhone 9 pode ser apresentado no meio do ano, aproveitando a WWDC 2020 que a Apple deve realizar (mesmo que de forma virtual). Porém, um lançamento nesse momento do modelo menos caro do smartphone da empresa é algo muito pouco provável.

Lembrando que o iPhone 9 vai manter o design do iPhone 8, mas com um hardware atualizado. Ou seja, com o processador Apple A13 (o mesmo que está presente no iPhone 11), 3 GB de RAM, câmera traseira de 12 MP, câmera frontal de 7 MP, 64 GB de armazenamento e leitor de digitais no botão home. Sua qualidade de acabamento seria de nível premium, com o uso de metal e cristal, e seu preço sugerido deve rondar os US$ 400.

Tudo o que eu acabei de escrever no parágrafo anterior são rumores, e dependem de confirmação por parte da Apple.

A ausência de um iPhone menos caro no catálogo de smartphones da Apple, somado com uma crise epidemiológica de escala global promovida pelo COVID-19, podem ter um impacto considerável nas vendas de telefones móveis da empresa da maça mordida. E esse impacto pode perdurar durante quase todo o ano de 2020, o que implicaria em uma redição de receitas considerável. E essa queda nas vendas vai afetar, de forma irremediável, no valor de suas ações.

Mas uma coisa também é certa: apesar do cenário caótico, a Apple não vai quebrar. Diferente do que muitos profetas do apocalipse querem vender nas redes sociais.

 

 

Via Bloomberg


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