CNN Brasil estreia multiplataforma para 60 milhões de brasileiros

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Chegou o dia, Brasil!

Hoje, 15 de março de 2020, a CNN Brasil faz a sua estreia na TV por assinatura. Foram meses de espera, preparativos, contratações de profissionais com nomes já consagrados em nosso jornalismo (alguns nomes polêmicos) e uma forte ação inicial nas redes sociais e outras plataformas digitais.

A CNN Brasil está com o seu sinal garantido em algumas das principais operadoras de TV por assinatura do país, como SKY TV, Oi TV e Vivo TV. Porém, um dos grandes desafios do novo canal (além de enfrentar o Globonews, canal líder dentro do segmento de notícias e sétima posição geral na audiência da TV paga brasileira em 2019) é driblar a crise no setor, onde muitos assinantes estão migrando para as plataformas por streaming.

Porém, Douglas Tavolaro, presidente da CNN Brasil, não demonstra estar preocupado com a crise dentro do segmento, já que considera o canal uma nova emissora de jornalismo, e esse termo pode ter um entendimento mais amplo do que ser apenas mais um canal de TV por assinatura.

 

 

 

Dividir para conquistar

 

 

A estratégia da CNN Brasil para driblar a eventual evasão de audiência da TV paga para outras plataformas é justamente garantir presença em diferentes locais, não ficando presa ao formato tradicional de TV por assinatura ou na exposição exclusiva na tela tradicional. Aqui, fica claro que Tavolaro e os demais responsáveis pelo canal entendem que o mundo mudou, e as pessoas hoje se informam por diferentes meios.

Tavolaro afirmou em entrevista no evento de lançamento da CNN Brasil que a operação multiplataforma será “imprescindível” para a evolução do negócio e, por tabela, para a evolução do canal e da marca em território nacional. O novo canal está pronto para atuar na TV por assinatura, no streaming, nas mídias sociais e nas parcerias com as operadoras do serviço para, dessa forma, alcançar pelo menos 60 milhões de pessoas logo no seu lançamento.

Assim como os seus principais concorrentes no segmento, o novo canal terá a sua versão no formato de vídeo sob demanda, o CNN Brasil Go. O acesso dessa plataforma será exclusiva para os assinantes nas operadoras parceiras que vão receber o canal.

Já nas redes sociais, a CNN Brasil vai oferecer conteúdos exclusivos, com vídeos especialmente preparados para a internet, boletins e notícias atualizadas nas diferentes plataformas. Sem falar nos (agora populares) podcasts, que permitem que qualquer pessoa se mantenha informada em qualquer lugar, ouvindo as notícias e o conteúdo jornalístico produzido pelos seus profissionais.

 

 

 

Estreando no olho do furacão

 

A estreia da CNN Brasil acontece em um momento delicado para o povo brasileiro como um todo. Com a polarização política escancarada, a primeira grande cobertura jornalística do novo canal será as manifestações programadas para o dia 15 de março. E fará essa cobertura de ponto privilegiado em São Paulo, uma vez que os seus estúdios ficam na Avenida Paulista.

Outra polêmica rondando a CNN Brasil é o seu eventual posicionamento e direcionamento jornalístico, algo que o brasileiro vê com maus olhos, mas que nos Estados Unidos é algo considerado justo e necessário (aliás, o brasileiro precisa entender de uma vez por todas que “NÃO EXISTE OPINIÃO IMPARCIAL”, já que qualquer opinião possui um ponto de vista ou posicionamento; logo, jornalismo imparcial é algo muito difícil de se alcançar, pois contar uma história normalmente significa pender para um dos lados da história).

Sobre isso, Tavolaro garantiu que a CNN Brasil terá uma abordagem “isenta, equilibrada e plural”, não sendo nem de direita e nem de esquerda nas visões políticas.

A CNN Brasil é bem vinda. Em um país democrático, precisamos de visões diferentes sobre o mesmo tema, justamente para tornar a discussão mais rica e, dessa forma, o coletivo poder crescer nas visões diferentes sobre o mesmo tema. Além disso, o canal já produziu impacto na Globonews, que recentemente aumentou para 17 horas diárias o tempo de programação ao vivo do canal (entre segunda e sexta).

 

 

Via Minha Operadora, Folha de São Paulo


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