Claro lança “5G” no Brasil via DSS. O que é isso?

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A chegada do 5G no Brasil é algo bem distante de acontecer. O leilão da Anatel vai demorar, mas isso não significa que as movimentações (tímidas, é verdade, mas existentes) das operadoras nesse sentido não estejam acontecendo.

A TIM já estava realizando testes do 5G em Florianópolis (SC), e agora é a Claro que decidiu “queimar a largada” e anunciou a implementação das redes móveis de quinta geração no Brasil, mesmo que seja de forma, digamos “improvisada”. Na verdade, não é um improviso: a operadora vai utilizar as licenças de espectro já existentes para compartilhamento dinâmico do sinal 5G, em uma tecnologia que recebe a sigla DSS.

Não por coincidência, o anúncio desse 5G da Claro acontece ao mesmo tempo que a Motorola anuncia o lançamento dos seus novos smartphones top de linha, o Motorola Edge+ e Motorola Edge. Os dois modelos são os primeiros a desembarcar no mercado brasileiro com a compatibilidade com as redes de quinta geração, e uma das parceiras da Claro nessa iniciativa é a Motorola, que trabalha com a Ericsson no projeto.

 

 

 

Falando um pouco mais sobre a DSS

 

 

 

DSS é a sigla de Dynamic Spectrum Sharing, uma tecnologia de rede que permite às operadoras de telefonia móvel o uso do espectro existente e mais de uma tecnologia, com a mesma frequência sendo compartilhada com as redes que já estão ativas. Com isso, a claro promete que o seu 5G DSS terá uma conexão 12 vezes mais veloz que o 4G tradicional, mas não revelou números da velocidade nominal dessa conexão.

Nesse momento, apenas o Motorola Edge (sem o Plus) é compatível com o 5G DSS da Claro. O Motorola Edge+, modelo top de linha que custa R$ 7.999, também conta com o 5G, mas não é compatível com essa tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro.

A cobertura planejada pela Claro deve ser anunciada nas próximas semanas, e os investimentos tem como objetivo “acelerar a implementação definitiva do 5G”. Na prática, o que a Claro está fazendo é um “queimar de largada” que é muito mais mediático do que entregando efeitos práticos.

Mesmo sendo 12 vezes mais rápida do que o 4G atual, o 5G DSS não deve ser mais veloz do que o 5G real (NSA e SA) que já é oferecido em alguns mercados internacionais. Podemos até ver a iniciativa como algo positivo, já que é uma nova tecnologia que desembarca no Brasil. Porém, só vamos poder estimar se realmente vale a pena a contratação de planos com essa nova tecnologia nos primeiros testes práticos.

A Claro tem uma grande vantagem técnica, pois é uma das maiores detentoras de espectro para redes móveis no Brasil, principalmente depois da compra da Nextel. E isso é fundamental para a implementação de uma rede 5G que utiliza o compartilhamento dinâmico de espectro.

Por outro lado, a operadora pode ficar limitada na hora de comprar lotes das frequências do leilão do 5G real da Anatel, justamente por conta das regras estabelecidas para aquisição de frequências. Mas isso não deve ser um problema para a Claro, pois a empresa deve seguir os passos de suas principais rivais e concentrar os seus esforços na aquisição das redes de 3.5 GHz.

 

 

Via Tecnoblog


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