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A partir de hoje, 15 de janeiro de 2020, o Microsoft Edge Chromium passa a ser o navegador padrão para o Windows 10. Isso significa o adeus ao Edge, baseado no Edge HTML, que está em nossas vidas desde 2015. Os demais sistemas operacionais também vão receber o novo navegador hoje, mas não sabemos de que forma a Microsoft vai distribuir o software.

Nesse post, vamos revisar quais são as mudanças mais importantes em relação ao Chrome, e quais são as implicações que a mudança vai oferecer para os usuários.

 

 

O que ganhamos (de série)?

Ganhamos um navegador que é ainda mais leve que o Chrome, eliminando muitos serviços desnecessários para os interesses da Microsoft. O navegador pode se complementar com extensões, mas quatro funções de série colocam o Microsoft Edge em vantagem.

1) Modo leitor: não vem com o Google Chrome de série, e apesar de algumas extensões do Chrome oferecerem o recurso com maior eficiente, o modo leitor integrado no Microsoft Edge é mais que decente. É possível escolher o tamanho do texto, a cor do fundo e do texto, migrando qualquer site para o modo escuro, facilitando a leitura de textos.

2) Leitura em voz alta: um completo modo de leitura do artigo em tela em voz alta, muito bem vindo para quem tem problemas de acessibilidade. Permite várias configurações para mudança de velocidade de leitura, mudança de idioma e sotaque, entre outros.

3) Prevenção de monitoramento: o Chrome tem o modo Do Not Track, que não é eficiente ou configurável. Já o Microsoft Edge oferece o recurso com três opções (prevenções Básica, Equilibrada e Restrita), exibe os rastreadores bloqueados e adiciona exceções com os sites que não queremos que o bloqueio aconteça.

4) Netflix em 1080p (no Windows): de série, o Microsoft Edge Chromium reproduz os conteúdos da Netflix em 1080p, com opção de upscalling a 4K sempre que o seu computador permitir. No macOS, o Safari ainda é o único navegador a reproduzir vídeos na Netflix em 1080p, mas sem possibilidades para o 4K.

Além desses quatro diferenciais…

5) Edição mais avançada do PDF: com o Microsoft Edge você pode desenhar sobre documentos PDF com stylus, além de ler os documentos encontrados na internet ou no seu e-mail. Já o Google Chrome é um simples leitor de documento.

6) Loja própria de extensões: o Edge Chromium é compatível com as extensões da Chrome Web Store. Mas possui a sua própria loja de extensões, com um conteúdo bem menor que a loja do Google, mas se apresentando como uma boa opção para começar a usar o novo navegador.

7) Sincronização com a sua conta Microsoft: no lugar de sincronizar com a conta Google, você sincroniza favoritos, configurações, endereços de contato e senhas com a sua conta Microsoft. Tudo o que estava no Chrome pode ser importado para o Microsoft Edge, e esse conteúdo também será sincronizado com dispositivos Android e iOS em suas respectivas versões do Edge.

 

 

O que perdemos?

Em relação ao Google Chrome, muito pouco, pois ambos compartilham a base do Chromium, e os serviços eliminados pela Microsoft não afetam muito o dia a dia dos usuários. A não ser que você dependa muito dos serviços do Google.

 

1) Sincronização com o Google: ganhamos a sincronização com a Microsoft, mas perdemos a sincronização com a conta Google. Esse é um dos grandes sacrifícios na troca do Chrome para qualquer outro navegador Chromium. Também não tem uma extensão que permita a sincronização que vá muito além do Chrome.

2) Os temas do Chrome: o Microsoft Edge só permite a escolha entre os temas claro e escuro, deixando de lado o enorme catálogo de temas do Google Chrome, que não são compatíveis com o Microsoft Edge. Não há formas oficiais para mudar essa característica, mas quem sabe a Microsoft não trabalhará para que os temas do Chrome um dia sejam compatíveis com o seu navegador, ou em uma futura loja de temas.

3) Tradutor do Google: o Microsoft Edge trabalha com tradução automática via Bing, e não permite a troca desse motor de tradução. Logo, você perde a possibilidade de tradução automática com o Google Translate.

 

 

O que muda na prática?

A mudança mais relevante é interna, e se centra em como as páginas são carregadas no navegador. Ao usar o motor de renderização do Google, fica aberta a janela imediata para as instalações das extensões do Google Chrome no novo Microsoft Edge, com ecossistema e suporte muito melhor que aquela oferecida pelo Edge HTML. O resultado é contar com um uma maior solidez na experiência geral, atualizações mais dinâmicas e melhor suporte de rede.

A interface do Microsoft Edge Chromium é mais limpa e com características extras, como um Modo IE que o torna compatível também com o Internet Explorer, funções de privacidade simplificadas e coleções para armazenamento de conteúdos.

 

 

Atualização automática e obrigatória para (quase) todo mundo

De forma paulatina, os usuários vão começar a receber as atualizações do navegador. Em princípio, é uma atualização para todos os usuários. Quem pode impedir esta atualização são os usuários do Windows Business, que contam com uma ferramenta para barrar esse update. A ferramenta foi pensada especialmente para empresas, com o objetivo de evitar a interrupção de sistemas que exigem o Edge para funcionar.

Se você ainda não recebeu o Microsoft Edge Chromium, é possível fazer o download da versão beta via Microsoft Insider, o programa de desenvolvimento da Microsoft.

 

 

Via Microsoft


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