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Política e tecnologia mais uma vez entram em rota de colisão, e mais uma polêmica aparece para levantar a discussão sobre o presente e o futuro desse universo. Se você não sabe (e deveria saber), teremos uma nova eleição presidencial nos Estados Unidos em 2020, e uma das candidatas propõe uma mudança impactante nas gigantes do setor: a divisão de suas corporações.

Elizabeth Warren é uma pré-candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. E, apenas para posicionar aos menos esclarecidos, Donald Trump é um republicano. Uma de suas plataformas de campanha é a divisão das gigantes de tecnologia que atuam em várias frentes, como são os casos do Google, Amazon e Facebook.

Na opinião de Warren, essas gigantes contam com muito poder concentrado por atuarem em vários segmentos de mercado, e que isso resultaria em uma menor capacidade de inovação, tanto pelo fato dessas gigantes condicionarem o ritmo de desenvolvimento de novas soluções quanto pelo fato das pequenas empresas não conseguirem espaço para apresentar inovações relevantes.

Vale lembrar que a Google já fez essa divisão, mas não com os objetivos previstos por Warren. A gigante de Mountain View descentralizou as várias empresas que concentrava, criando a Alphabet, que se tornou a empresa mãe de várias outras que passaram a ter maior independência para desenvolver os seus projetos.

 

 

A própria Google se tornou uma empresa abrigada pelo Alphabet, o que tornou a marca ainda mais competitiva para os serviços que realmente interessava: publicidade nos serviços de busca. Logo, a Alphabet existe com o claro objetivo de dividir para conquistar.

No caso do Facebook e da Amazon, o buraco é mais embaixo.

O Facebook hoje domina as redes sociais, com a sua polêmica rede social e o seu comunicador Facebook Messenger, tem em seu poder o aplicativo de mensagens instantâneas mais popular do mundo, o WhatsApp, e outra rede social de fotos muito popular, o Instagram. E esse pode ser considerado uma espécie de monopólio, pois qualquer empresa que tenta competir com o império de Mark Zuckerberg terá muitas dificuldades em se estabelecer.

O Snapchat que o diga.

E no caso da Amazon, é uma força dominante no segmento das compras online, mas que tem em seu poder um verdadeiro conglomerado de pequenas e médias empresas dos mais diferentes segmentos. Sem falar na sua atuação na área de servidores e tecnologias inteligentes. Jeff Bezos é um dos homens mais ricos do mundo, e o seu império não para de crescer.

 

 

Pode ser que o pensamento de Elizabeth Warren seja realmente nobre e bem intencionado. Dividir as gigantes de tecnologia pode mesmo abrir margem para que outros protagonistas apareçam para ampliar o leque de possibilidades para o consumidor final.

Por outro lado, é uma missão muito complicada. A mudança na legislação norte-americana pode ser profunda, sem falar que o poderio econômico dessas empresas é grande o suficiente para influenciar em uma eventual decisão política.

Vamos observar os próximos acontecimentos, e até mesmo esperar se Warren vai mesmo ser a candidata à presidência. Nesse momento, nada podemos afirmar sobre o assunto. Apenas apresentar os fatos e especular sobre eles.

 

Via Medium


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