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ChatGPT Atlas já é um pesadelo para o Google

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O Google nunca se sentiu tão ameaçado quanto agora.

Depois do Perplexity lançar o Comet, navegador web rechegado de inteligência artificial (que, por sinal, estou gostando muito de usar no meu dia a dia), chegou a vez da dona da p*rr@ toda, a OpenAI, lançar o ChatGPT Atlas, que tem tudo para solapar o Google Chrome.

Já que tudo agora é inteligência artificial, inclusive nos mecanismos de busca – muito em partes por causa do próprio Google com o Gemini nos resultados do buscador – o ChatGPT Atlas vai um passo além neste sentido, otimizando os resultados entregues e até realizando algumas tarefas de forma automática.

E talvez – só talvez – o Google não estava preparado para isso.

 

ChatGPT Atlas faz o Google Chrome parecer um imbecil

Eu não estou exagerando.

O Google ate inseriu uma boa parte do Gemini no Chome, mas estabeleceu algumas limitações para não canibalizar o acesso ao seu buscador, o que poderia matar as receitas em publicidade e links patrocinados dentro da plataforma.

Só que aí vem o ChatGPT Atlas e entrega não só as respostas aos itens perguntados na barra de endereços, como também a memória contextual, com a IA lembrando o que foi perguntado lá atrás para complementar a informação do presente

Mais do que isso: o “modo agente”, o grande protagonista do ChatGPT Atlas, pode executar tarefas pelo usuário, como navegar na internet, preencher formulários automaticamente, pesquisar por opções de viagens, adicionar ingredientes no carrinho de compras e comprar de forma automática os itens para aquela receita de strogonoff, entre várias outras atividades.

Agora, considere o fato que que a OpenAI tem 800 milhões de usuários ativos SEMANAIS no ChatGPT… e mesmo com o Google Chrome com 72% de participação local, o potencial de crescimento da proposta da OpenAI é enorme.

 

Google sofre de um mal que ele mesmo criou

Lembra quando eu disse que o Google poderia acabar o jornalismo independente (como é o caso do TargetHD.net) porque o recurso de resposta automática da inteligência artificial estava acabando com as visitas em sites menores (e, por isso, a queda de publicidade em massa)?

Pois é… parece que o jogo virou.

Não só o Google Search deve perder audiência, como vai fatalmente registrar quedas na publicidade nos resultados de busca, pois o ChatGPT Atlas entrega as respostas limpas para o usuário, indicando em alguns casos a fonte da pesquisa, que pode ser acessada em um segundo momento pelo usuário.

A gigante de Mountain View precisa entender (e rápido) que o seu negócio no buscador ainda é lucrativo, mas depende de seres humanos clicando em anúncios. E aqui, temos pelo menos dois “efeitos borboleta” estabelecidos:

  1. Se o ChatGPT Atlas fornece respostas diretas sem visitar as páginas web, o Google perde o dinheiro da publicidade veiculada nesses sites.
  2. Se os usuários migrarem em massa para o ChatGPT Atlas, o Google perde a receita dos resultados pagos pelo posicionamento dos links (e da publicidade exibida pelos próprios resultados de busca).

Lembrando sempre que o Internet Explorer parecia imbatível em 2007 e, do nada, o Google lança o Chrome, que virou líder de mercado em cinco anos.

E a queda de US$ 150 bilhões nas ações da Alphabet 24 horas após o lançamento do ChatGPT Atlas é um sinal de que os investidores temem que o mesmo aconteça novamente.


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