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Como acontece a cada ano, a CES de 2020 ofereceu uma prévia das TVs que as marcas vão colocar nas lojas ao longo do ano. E as informações compartilhadas pelos fabricantes no evento de Las Vegas permite realizar uma avaliação razoável do que vamos encontrar no mercado nos próximos 12 meses.

Algumas tendências ganharam forma ao longo de 2019, mas apenas em 2020 devem se consolidar. HDMI 2.1 e a inteligência artificial são dois bons exemplos disso, mas as melhorias nos processamentos de imagem e no upscalling também se fazem presentes nos discursos apresentados. Sem falar nas tendências que deram as caras pela primeira vez na CES 2020.

Nesse post, vamos revisar essas tendências

 

 

HDMI 2.1

Sua presença na CES 2020 permite afirmar que 2020 é o seu ano. O que é ótimo para os cinéfilos e gamers, pois o salto de 18 Gbps do HDMI 2.0 para os 48 Gbps do HDMI 2.1 resultam em um impacto positivo na resolução, cadência e exibição de cores.

Algumas marcas como Sony, Samsung, Philips ou Panasonic já flertavam com o HDMI 2.1 em 2019, mas apenas a LG colocou o padrão como norma em suas TVs. Em 2020, esse cenário vai mudar. Para sempre.

 

 

Filmaker Mode

Essa tecnologia faz com que a sua TV reproduza o conteúdo cinematográfico preservando exatamente a visão original do diretor. Para isso, não apenas desativa automaticamente todo o pós-processamento de vídeo, mas atua nos parâmetros de imagem para preservar a relação de aspecto original, a cadência de imagens, as cores, o contraste e a nitidez. LG, Panasonic, VIZIO, Samsung e Philips já confirmaram o seu respaldo ao Filmmaker Mode.

 

 

Otimização de ambiente

Esta tecnologia exige a instalação de vários sensores nas TVs, que podem identificar a luminosidade do ambiente, a proximidade das paredes e a presença de objetos próximos para atuar sobre os parâmetros de ajuste da imagem e do som.

O objetivo aqui é otimizar o desempenho da TV, permitindo a entrega da melhor imagem, independente das características da sala onde ela está instalada.

 

 

Bordas reduzidas ao mínimo

É um esforço de todas as marcas ao longo dos anos, mas o que vimos na CES 2020 vai um passo além. A tendência está presente nas propostas da LG, Philips, Panasonic e Sony, mas Samsung e Hisense conseguiram entregar espessuras mínimas de borda de tela. Muito provavelmente as marcas vão apresentar em 2020 TVs com bordas cada vez mais finas, para não dizer quase inexistentes.

 

 

Inteligência Artificial para processamento de imagem

Algumas marcas, especialmente LG e Samsung, se esmeram para explicar que a Inteligência Artificial (IA) é uma pedra angular dos seus dispositivos. Esta tecnologia é utilizada para melhorar a precisão do upscalling, refinar a eliminação de ruído de alta frequência, minimizar o realce dos contornos e afinar vários outros parâmetros que influenciam de forma direta na qualidade de imagem.

A IA se fez mais ou menos presente nas TVs lançadas em 2019, e tudo indica que em 2020 será uma palavra de ordem na tecnologia de imagem.

 

 

TVs de 48 polegadas democratizando a tecnologia OLED

A LG Display, maior fabricante de telas OLED do mundo, é a maior interessada na popularização desse tipo de tela. Até então, as menores telas OLED do mercado contavam com 55 polegadas de diagonal. Mas na CES 2020, apareceram as primeiras TVs OLED de 48 polegadas.

A Sony também confirmou que está produzindo TVs OLED de 48 polegadas, e as demais marcas que contam com parcerias com a LG Display devem seguir os seus passos. E essa democratização da tecnologia OLED é mais que bem vinda, especialmente se isso se transformar em TVs OLED de 48 polegadas mais baratas no mercado.

 

 

8K ainda tem um longo caminho a percorrer

O 8K ganhou força em 2019, onde fabricantes como Samsung, Sony e LG apresentaram as suas propostas. Porém, os preços eram muito mais altos que as demais TVs. Essa tendência está mudando aos poucos, e os fabricantes estão entregando propostas mais atraentes para o grande público. É o reflexo da competição dentro do segmento.

Por outro lado, alguns usuários entendem que o 8K ainda tem que dizer a que veio, especialmente nas telas abaixo de 75 polegadas. A nova resolução ainda não deixou claro qual é o seu valor agregado diante do que o 4K UHD oferece hoje (e atende muito bem a maioria).


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