Nas últimas semanas, o Twitter deu sinais claros de um interesse pela renovação da própria plataforma. E mais uma evidência disso foi o CEO da rede social assumir a culpa de não ter atuado antes para evitar o cenário atual do serviço.

Em entrevista ao Washington Post, Jack Dorsey admitiu os seus pecados. Reconheceu que as medidas implementadas até agora para controlar os problemas no Twitter não foram suficientes:

 

“O mais importante que podemos fazer é analisar os incentivos que criamos em nosso produto. Porque expressam um ponto de vista o que queremos que as pessoas façam, e não creio que seguem sendo os corretos.”

 

Dorsey admite que a empresa não atacou as causas da raiz de um problema, e só reagiram diante dos “sintomas” de um problema mais graves, como os “incentivos” dos usuários do Twitter para adotar o comportamento que possuem hoje.

O discurso de ódio e as notícias se transformaram em elementos constantes do Twitter. A ponto de Dorsey planejar mudar a forma de exibir as mensagens. O objetivo agora é integrar publicações com informação real e fidedigna ao lado de mensagens falsas, para facilitar o seu contraste.

Da mesma forma, Dorsey planeja a possibilidade de utilizar um distintivo para identificar visualmente as contas que, na realidade, são bots.

Por enquanto, Dorsey faz promessas. Necessárias e urgentes.

Não apenas o Twitter, mas a grande maioria das redes sociais é, hoje, o cenário de embates virtuais de ideias, conceitos, pré-conceitos e valores deturpados. Hoje, a ausência de filtro moral se manifesta no Twitter e no Facebook, onde as pessoas que não trazem em si valores dignos de convivência em sociedade manifestam o seu pior lado.

Se não podemos mudar as ideias e pensamentos das pessoas, pelo menos podemos coibir a prática de contaminar as redes sociais com pensamentos e sentimentos deturpados e distorcidos.

Porque os bons são a maioria.

 

Via The Washington Post