Ah, os Correios… sempre jogando contra o consumidor.

Agora, os Correios estão redirecionando produtos importado e não-certificados para homologação na Anatel, mantendo é claro a taxa de importação de 60% e a taxa de despacho postal para produtos importados de R$ 15.

Os dispositivos ficam retidos na área alfandegária dos Correios, e o cliente é notifica que a importação do objeto/conteúdo não foi autorizada pelos órgãos fiscalizadores.

Para a Anatel, celulares, TV Boxes, drones, teclados e mouses sem fio, roteadores e dongles WiFi, rádios de comunicação e microfones sem fio são passíveis de homologação. Aliás, dezenas de dispositivos de telecomunicação que utilizam de alguma forma as redes Bluetooth, WiFi, rede celular ou outras transmissões de radiofrequência podem ficar retidos para o processo de certificação.

Produtos que não são compatíveis com as radiofrequências usadas no Brasil não são homologados pela Anatel, e podem ser devolvidos aos países de origem ou destruídos. Se o produto é compatível e/ou seguro, ele pode ser homologado, e o cliente é informado pelos Correios em um prazo de 10 dias.

No caso dos drones, a homologação da Anatel resulta em uma taxa de R$ 200 (no caso de produtos a serem comercializados por aqui; drones para lazer e hobby não precisam ser homologados, mas dispositivos para fins comerciais precisam de autorização da Anatel e da Anac).

No Brasil, todos os dispositivos de telecomunicações são passíveis de homologação, podendo ser vedada a conexão de equipamentos sem certificação.

É mais um obstáculo para quem gosta de importar dispositivos eletrônicos, e isso causa reflexos imediatos no Brasil. A Wish repensou a sua estratégia para o nosso mercado, lojas chinesas não conseguem mais oferecer frete grátis para compras de baixo valor, e outros procedimentos que dificultam a vida de quem quer pagar um pouco a menos pelos seus gadgets.

Para completar, o frete dentro do Brasil sofreu um reajuste médio de 8% para objetos postados entre capitais e nos âmbitos local e estadual, sem falar no fim do e-Sedex.

E é por isso que apoiamos o fim dos Correios e a abertura para a livre concorrência dentro do setor de entregas de encomendas. Não é uma questão de preço. É uma questão de qualidade dos serviços prestados.

 

Via Tecnoblog