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Um processador top de linha tende a ser potente o suficiente para fazer qualquer coisa em um smartphone. E não podemos negar que chips como Snapdragon, Exynos ou Kirin cumprem com essa missão. Porém, esses processadores são caros, inflacionando o segmento de dispositivos premium, o que distancia as pessoas dos modelos mais completos.

Porém, parece que o jogo está virando. Aos poucos e muito lentamente, mas está virando. A MediaTek está chamando muito a atenção do mercado e dos usuários com as suas alternativas de processadores, que podem não ser tão potentes quanto a concorrência, mas são muito eficientes e menos custosos que os demais.

 

 

 

Vale a pena ficar de olho nos chips da MediaTek

 

 

Você já percebeu como os smartphones que recebem os processadores da MediaTek são consideravelmente mais baratos que os modelos que recebem chips Snapdragon, Exynos e Kirin? Pois é. Agora, pesquise por esses modelos, e verifique como são as avaliações desses dispositivos.

São processadores muito eficientes nos aspectos de consumo de bateria e desempenho, o que mostra como a MediaTek melhorou os seus chips. E continua a melhorar a relação custo-benefício desse elemento dentro do seu hardware, já que a empresa está contribuindo para que o 5G se torne mais popular, ao integrar essa conectividade nos seus processadores top de linha, o Dimensity 1000 Plus.

E a MediaTek está preparando outro golpe na mesa do mercado, onde os principais beneficiados serão os smartphones de entrada. A partir de 2021, um novo processador da empresa com processo de fabricação de 6 nanômetros entrará em produção, recebendo a mesma arquitetura do Exynos 1080 de 5 nm, ou seja, funcionando com a mesma potência de um processador mais caro.

O mais relevante dessa informação é que os testes preliminares desse novo processador alcançou pontuações superiores aos 650 mil pontos no AnTuTu. Ou seja, smartphones de entrada da MediaTek poderão rivalizar com os dispositivos com chips top de linha atuais no que se refere ao desempenho bruto já no ano que vem, e com um processador que custaria no máximo US$ 300.

 

 

A melhor parte dessa informação é que nem tudo aqui se trata de potência bruta. É claro que um processador mais potente será capaz de entregar uma experiência de uso mais completa, mas o que podemos considerar o mais relevante de tudo isso é que esse processador fatalmente vai despertar o interesse de outros fabricantes. Como, por exemplo, a Huawei, que pode usar essa alternativa para solucionar os problemas de abastecimento dos chips Kirin.

Vale a pena lembrar que os mesmos analistas de mercado que compartilham a informação promissora para os dispositivos de entrada em 2021 também apostaram no bom futuro para os dispositivos de linha média em 2020, algo que se materializou na chegada de dispositivos e processadores que em nada devem para os modelos top de linha com preço premium no que se refere à experiência de uso, incluindo a presença do 5G nesses modelos.

Por conta de tudo o que aconteceu em 2020 (e você sabe muito bem o que aconteceu), o segmento de linha média e linha média premium sofreu bruscas alterações de preços (isso, e o dólar disparando ao longo de todo o ano). Mesmo assim, são esses os smartphones mais procurados pelos usuários hoje, enquanto que os dispositivos top de linha e premium deixam de ser rentáveis para muitos fabricantes, assim como são inalcançáveis para a maioria dos usuários.

 

 

Via PhoneArena


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