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Não é só no Brasil. Nos Estados Unidos, mais e mais casas estão cortando os cabos da TV paga, ficando apenas com a TV aberta, o serviços de streaming e outras fontes de consumo de conteúdo televisivo. Lá, foi registrado um aumento de quase 50% nos últimos 8 anos no número de casas que contam apenas com a TV aberta, dispensando a TV a cabo.

Na verdade, a ideia que ter TV por assinatura era algo considerado indispensável foi uma das maiores mentiras que várias operadoras que fornecem o serviço está vendendo nos últimos anos, em uma lavagem cerebral que apagou da memória das gerações mais recentes sobre como é assistir a TV aberta, que é de graça (exceto pela energia elétrica que você paga para manter a sua TV funcionando).

Embora ainda seja a minoria, nos Estados Unidos, o número de pessoas que estão se afastando da TV paga e optando por sintonizar os canais digitais gratuitos aumentou substancialmente, passando de 11 milhões de lares em 2010 para 16 milhões em 2018. Destes, cerca de 40% são pessoas que só assistam os canais abertos, enquanto que 60% complementam a programação com serviços de streaming.

No Brasil, o fenômeno é parecido. Os pacotes de TV por assinatura não entregam uma relação custo/benefício interessante, com uma cobertura que não é das melhores, e pacotes que se apoiam muito mais na oferta da internet para adicionar pacotes de TV que muita gente não quer receber.

Como retaliação, as operadoras cobram mais caro para quem só quer ter internet em casa, ou cobram o mesmo valor para oferecer internet + TV + telefone.

Eu mesmo não tenho mais TV por assinatura em casa. Os canais que eu mais assisto (canais de esportes) eu uso a internet para isso. E complemento a minha programação com a Netlix, a Amazon e outras plataformas de streaming.

E muita gente está fazendo o mesmo, pois a relação custo/benefício é melhor.

 

Via TechCrunch


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