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Uma cafeteria japonesa está tentando fazer com que pessoas com deficiência possam trabalhar de casa, interagir com outras pessoas e serem mais produtivas. Tudo isso através de robôs controlados remotamente.

 

US$ 9 por hora sem sair de casa

A cafeteria está localizada em Minato Ward, Tóquio, e é um teste piloto que analisa o desempenho das pessoas com deficiência usando um robô de forma remota para atender aos clientes. Aqui, é observado tanto o comportamento dos clientes como o tempo de resposta do serviço.

São cinco robôs OriHime-D em operação, que foram fabricados pela Ory Laboratory. A ideia original era que fazer com que os robôs sirvam de apoio para os lares de pessoas deficientes, já que contam com uma interface preparada para ser operada através de um tablet apenas com o movimento dos olhos.

As pessoas que padecem com alguma enfermidade que limita os movimentos (como lesões na medula espinhal ou enfermidades neurodegenerativas progressivas como a Esclerose Lateral Amiotrófica) podem usar o robô para observar tudo ao seu redor, conversar com os clientes e transportar objetos.

Cada uma das pessoas recebe um salário de US$ 9 por hora, e isso cria uma maior independência em pessoas que não podem sair de seus lares em busca de um emprego.

Cada robô mede 1.20 metros e pesa 20 kg. Eles contam com câmera e alto-falantes, além de sensores para evitar obstáculos. Toda a informação é transmitida em tempo real par ao tablet da pessoa via internet, que no final decide cada movimento e ação que cada robô vai realizar.

Nesse projeto colaboram, além da Ory, a Fundação Nippon e a ANA Holdings Inc., e o objetivo é inaugurar pelo menos uma cafeteria com esse sistema em 2020. O estabelecimento estaria pronto para atender aos turistas que chegarão ao país durante os próximos Jogos Olímpicos de Tóquio.

E é isso aí. É a tecnologia ajudando a vida das pessoas de forma decisiva e revelante.

 

 


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