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O PIX ainda não chegou nas nossas vidas, mas já gerou uma verdadeira revolução no mundo da tecnologia. Explico: tem um monte de operadora de telefonia móvel que está doida para ser um banco ou fintech. A TIM é um claro exemplo disso, já que a sua parceria com o C6 Bank não para de apresentar novidades.

E uma dessas novidades é semelhante à mecânica do PIX, uma vez que permite a transferência de dinheiro pelo aplicativo do banco C6 apenas informando o número do celular da pessoa da conta destino. Se esse celular for TIM, tudo certo.

E o PIX vai permitir exatamente a mesma coisa: se você quiser realizar uma transferência bancária para outra pessoa, basta saber o número de sua conta bancária, e pronto: o dinheiro será transferido.

Então… qual é a diferença entre os dois?

 

 

 

Uso o C6 e a TIM ou uso o PIX?

 

 

Use o que você quiser. Você é livre para isso. Mas é importante tentar mostrar quais são as principais diferenças entre as duas plataformas.

O C6 Kick é o serviço de transferências bancárias que vai permitir que a transação financeira funcione com os números da TIM. Seu funcionamento é relativamente simples: o correntista envia um SMS para um usuário de qualquer outro banco, digitando apenas o número do celular da pessoa. Ao receber a mensagem de texto, o beneficiário do depósito vai digitar os seus dados bancários para concluir a transferência.

Ou seja, é um sistema que, de certa forma, antecipou a mecânica do PIX, mas com uma instituição financeira como intermediária e, a partir de agora, com uma operadora de telefonia móvel como ponte para tudo acontecer.

Então, o recurso C6 Kick TIM vai permitir que clientes do C6 Bank e da TIM possam realizar transferências entre si e sem custos adicionais. Também não é preciso que o beneficiário preencha dados cadastrais, já que basta pegar os dados que já estão disponíveis em um dos lados da conta (bancária ou telefônica). O sistema permite que o dinheiro caia na hora na conta destino.

Para tudo funcionar, basta o usuário entrar no aplicativo do C6 Bank, selecionar a transferência de valores via C6 Kick TIM e escolher na sua agenda de contatos aquela pessoa que vai receber o dinheiro, ou digitar o número de celular do cliente C6 e TIM. Uma vez definido o valor da transferência, é gerado um link de comprovante de depósito, que pode ser compartilhado via WhatsApp ou SMS para o beneficiário, que recebe o valor transferido na hora.

A grande diferença entre este sistema e o futuro PIX é que no segundo você não tem qualquer aplicativo como intermediário: se você fez o cadastro no seu banco para o novo sistema de pagamento, basta enviar diretamente o dinheiro utilizando o e-mail, número de telefone ou código aleatório, e pronto.

 

 

 

O que a dupla C6 Bank e TIM quer com isso?

 

 

O que as duas empresas chamam de “valorizar o relacionamento com o consumidor” eu chamo de fidelizar ainda mais o cliente com os dois serviços. Nesse caso, essa fidelização é positiva: não há cobrança pelo uso do C6 Kick TIM e é uma forma interessante de agilizar as transações financeiras eletrônicas.

Que outros bancos (e outras operadoras) adotem a mesma iniciativa. E, se você acha que as empresas não estão ganhando alguma coisa com isso, se enganou: ambas estão interessadas em MANTER CLIENTES, já que o lucro de ambas está diretamente atrelado ao valor agregado que uma gorda carteira de clientes pode oferecer.

E enquanto o PIX não chegar, as alternativas paralelas para agilizar as transações bancárias por meios eletrônicos são mais que bem vindos. E é bom saber que a dupla C6 + TIM não vai parar por aqui: de oferecer navegação gratuita no aplicativo do banco, bônus de internet para correntistas e cartão de crédito sem anuidade para os clientes da operadora, a parceria já informou que novas ofertas e facilidades serão apresentadas para os seus clientes nos próximos meses.

Ou seja, teremos mais notícias dessa parceria, o que pode elevar ainda mais a temperatura da competição entre os players envolvidos dentro desse segmento.

 

 

Via Tecnoblog


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