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Building 8

 

Durante o segundo dia da conferência para desenvolvedores F8, o Facebook revelou os detalhes do Building 8, projeto que construirá interfaces cérebro-computador, dando a capacidade de se “escrever” com a mente e “escutar” com a pele.

A experiência quer deixar de lado os idiomas e linguagens, dando o poder para a comunicação através do corpo como um todo.

Regina Dugan, a encarregada pelo Building 8, contará com uma equipe de 60 investigadores e engenheiros, além do apoio de universidades e institutos como Stanford, Harvard e MIT. Ela foi contratada pelo Facebook por ser uma das mentes mais preparadas para esse sensor, sendo responsável pela DARPA, agência de projetos avançados do Departamento de Defesa dos EUA, além de dirigir a divisão de Tecnologia Avançada e Produtos da Google.

Um dos objetivos nos próximos dois anos é fazer com que o usuário escreva 100 palavras por minuto, mas sem usar as mãos. Tudo através da mente. Isso seria escrever cinco vezes mais rápido do que fazemos hoje em um smartphone. Nesse contexto, uma pessoa poderia escrever entre 38 e 40 palavras por minuto em um computador ou smartphone.

A interface cérebro-computador vai se basear em uma série de implantes não invasivos, que vão gerar imagens óticas do cérebro, em um ritmo de escaneamento de cem vezes por segundo, detectando os pensamentos para depois traduzí-los em texto.

 

 

Mas isso não é tudo.

Eles também trabalham no hardware e no software que permitirão que a pele imite funções do ouvido, traduzindo sons em frequências que podem ser “lidas” pelo cérebro. Ou seja, vamos poder “escutar” com a pele, algo que permitiria que surdos voltassem a escutar, ou escutar pela primeira vez.

A Building 8 desenvolverá produtos em diversas categorias com fins “sociais”, fomentando conexões mais humanas e unindo o mundo digital com o mundo físico e a mente humana. O cérebro é capaz de produzir 1 TB de informação por segundo, mas nossos sentidos limitam a capacidade do cérebro (através da fala só transmitimos 100 bytes de dados por segundo).

 

 

 
Nos próximos dois anos, o projeto quer que as pessoas possam pensar em algo e enviar esse pensamento para a pele de outra pessoa. Dessa forma, você poderá pensar em algo em um idioma, e a outra pessoa receber esse pensamento em outro idioma.

Ambicioso? Com toda certeza!

 

Via Regina Dugan


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