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Até agora, o Metaverso mais parece um game mal feito do Nintendo Wii

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Vamos combinar que o Metaverso ainda não vingou. No máximo, só serve para ser mais uma fonte inesgotável de memes para a internet, sendo chamado por muitos de “um Wii Sports de US$ 10 bilhões”.

Uma prova disso é a atualização do avatar de Mark Zuckerberg, que recebe traços mais aproximados de um avatar (e menos similares ao de um videogame da Nintendo).

A zoeira em cima do Metaverso atingiu ao ego do menino Zuck. Mas tal mudança estética vai além disso, já que o dono da meta anunciou melhorias gráficas no Horizon World que podem resultar em benefícios a longo prazo para a rede social.

 

 

 

As mudanças prometidas por Zuckerberg


Mark Zuckerberg aproveitou o momento de apresentação do seu novo avatar para anunciar mudanças importantes no Horizon World.

Além dos novos gráficos para os avatares, Zuck promete mais melhorias em um curto espaço de tempo. O que é algo necessário para tirar o Horizon World de sua posição de “Second Life wannabe” ou cópia do Roblox em realidade virtual.

A ideia do Horizon World é oferecer espaços virtuais onde as pessoas podem construir, socializar e jogar minijogos, entre outras atividades. O problema da plataforma está (entre outras coisas) no preço dos óculos de realidade virtual Meta Quest 2, que está mais caro por causa da inflação e tem um hardware de smartphone.

Ou seja, ela não chega perto de justificar o seu preço, já que esse hardware não é adequado para exibir duas imagens ao mesmo tempo para gerar um efeito 3D a 90 fps. O Meta Quest 2 possui limitações gráficas evidentes, que ficam explícitas quando o sistema tenta mostrar espaços abertos com dezenas de pessoas interagindo ao mesmo tempo.

Mas os problemas do Horizon World não param por aí. Aliás, sobram motivos para o Metaverso não convencer a praticamente ninguém.

 

 

 

Por enquanto, o Metaverso lembra os jogos do Wii de 2006

Quando os internautas comentam que Mark Zuckerberg recriou o universo do filme Jogador Número 1 no MS Paint, é sinal de que o Metaverso está mesmo mal das pernas.

Se Horizon World promete levar os usuários para universos desconhecidos, eu realmente não quero me perder em um mundo de desenhos chapados e sem vida, com um índice de imersão assustadoramente baixo e sem sentido.

E isso porque esse Metaverso é tão fraco, que dá para rodar em um Pentium III.

A ideia de Zuckerberg mais parece um jogo do Nintendo Wii do que o tal do mundo cheio de possibilidades que foi vendido por ele. E isso porque estamos diante de uma iniciativa que gastou nada menos que US$ 10 bilhões apenas em 2021.

Nesse momento, ainda não dá para entender o que aconteceu aqui. E o problema maior não está exatamente na forma em que o Metaverso se apresenta neste momento, mas sim em como estamos vendo a proposta.

O Meta está gastando uma pilha de dinheiro em um conceito que ainda não conta com tecnologia boa o suficiente para vingar do jeito que Mark Zuckerberg projetou na primeira apresentação dessa ideia. E esse gasto exacerbado de dinheiro não deve ser do agrado de alguns investidores da empresa.

 

 

 

“Tenha paciência”

Mark Zuckerberg afirmou que o Metaverso será “emocionante” em 2030. Mas… olhando para os resultados práticos de momento, eu pergunto: será que as pessoas terão a devida paciência para esperar até lá?

O sucesso do Metaverso depende diretamente da evolução tecnológica. E isso é algo que já testemunhamos no mundo da tecnologia. Em 2015, ninguém apostava no sucesso dos smartphones dobráveis, e olha só o que temos hoje.

Em 2004, se Steve Jobs falasse sobre o iPhone, seria ridicularizado. Porém, ele levou três anos desenvolvendo o produto que tomou o mundo da telefonia móvel de assalto em 2007.

Logo, quem sabe o sucesso do Metaverso seja apenas uma questão de paciência coletiva.

Por outro lado, diferente do iPhone (que se manteve em segredo até o seu lançamento oficial), o Metaverso é um projeto que todo mundo sabe que existe e está acompanhando o seu desenvolvimento, que ocorre em tempo real.

E a primeira impressão de muitos sobre o Metaverso foi decepcionante. Para dizer o mínimo.

 

 

 

O Metaverso não é real. As possibilidades são

A realidade virtual é algo que pode ser bem interessante. Isso é, se for bem explorada também.

Porém, não podemos depender das promessas feitas com o Horizon World, pois a realidade dessa proposta está bem longe do que ela realmente poderia ser.

De novo: o Oculus Quest 2 está muito abaixo do que precisa ser para entregar um universo virtual minimamente aceitável, e para uma empresa que mudou de nome para revitalizar a percepção pública, a Meta não começou muito bem a sua nova era.

O Metaverso depende de tempo e dinheiro para prosperar. E o dinheiro depende dos acionistas e investidores. Será que esse grupo que tem a grana na mão está disposta a correr riscos?

Por enquanto, essa versão do Metaverso não convenceu a ninguém, e com a divisão do Reality Labs sendo obrigada a enfrentar uma possível recessão laboral (já que o Facebook não contratou mais de 10 mil trabalhadores e vai demitir alguns outros para segurar as suas contas), não é difícil prever que o Horizon World será afetado de forma direta.

Por outro lado, essas poucas promessas cumpridas pelo Horizon World pode ser um acerto a longo prazo. A plataforma tem sim cara de Nintendo Wii, mas ao menos é algo palpável e já construído. Logo, pode começar a evoluir a partir deste ponto.

O Facebook pode construir o seu universo virtual aos poucos, tal e como a Samsung fez com o seu smartphone dobrável, abrindo um espaço que não existia dentro do mundo da tecnologia. E é claro que as críticas de momento são pesadas, pois a plataforma não está nem perto de ser aquilo que o menino Zuck prometeu.

Neste momento, o Metaverso não serve para o trabalho remoto, nem é agradável para se divertir dentro dele. Estamos rindo dele, mas não estamos rindo com ele. E aqui, o bullying faz uma enorme diferença.

Quem sabe daqui a 20 anos o Metaverso se torna algo ao menos divertido. Mesmo que seja pela comedia de erros do presente.


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