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Comparar é preciso. Dormir não é preciso. Minas horas de sono a menos sabem disso.

Mas agora que a ASUS apresentou o Zenfone 7 (e o Zenfone 7 Pro), chegou a hora de comparar o novo modelo com o dispositivo apresentado no ano passado, o Zenfone 6. Diferente do que aconteceu em 2019, as diferenças do modelo atual com o modelo da geração anterior não são tão gritantes na teoria. Porém, na prática, essas mudanças existem, e são relevantes para diferenciar os dois modelos.

Uma coisa que não mudou (felizmente) é o principal diferencial entre os dois modelos: a Flip Camera. O módulo de câmera giratória que serve tanto de câmera traseira como para a câmera frontal apresenta melhorias no Zenfone 7, mas manteve a sua essência e estrutura, o que mostra que a aposta da ASUS foi certeira, optando por dar um claro sinal de identidade ao produto.

O design do Zenfone 7 não é tão diferente do que foi apresentado no Zenfone 6, de modo que os usuários que não optarem pela troca do modelo não vão perder tanto nesse aspecto. Porém, outras diferenças não tão visíveis são relevantes no novo produto.

Por isso, oferecemos esse post de comparativo, mostrando as principais diferenças entre o ASUS Zenfone 7 em relação ao ASUS Zenfone 6, para ajudar na decisão daqueles que pensam em fazer a troca de um modelo por outro, ou até mesmo para quem pensa em comprar o modelo do ano passado por entender que ele ainda é um bom negócio.

O objetivo aqui é dar valor para o dinheiro que você tem para investir em um dos dois dispositivos, e também para o dinheiro que você não tem, tanto para gastar a mais como para não gastar o suficiente para ter um smartphone que não atende à todas as suas necessidades.

Entende o que eu quero dizer?

 

 

 

Onde cabem dois cabem três (e sem brigas)

 

 

O ASUS Zenfone 7 manteve a Flip Camera, que tem o mesmo objetivo final de transformar as câmeras traseiras em câmeras frontais, mantendo o mecanismo da geração anterior, mas reforçando a estrutura e utilizando melhores materiais. O que mudou nesse módulo? Os sensores, que são mais modernos, entregam uma maior resolução e incluo um sensor fotográfico a mais em relação ao Zenfone 6.

No Zenfone 7, temos uma câmera tripla composto por um sensor principal de 64 MP (Sony IMX686), acompanhada de uma lente grande angular que é quase igual ao do Zenfone 6, com um sensor de 12 MP. O novo modelo marca a estreia de um terceiro sensor telefoto de 8 MP, com zoom ótico de 3x (com OIS no caso do ASUS Zenfone 7 Pro).

É uma melhoria mais do que esperada no Zenfone 7. A ASUS está colocando ênfase nos aspectos fotográficos dessa linha de smartphones desde o Zenfone 3, e sempre apresentando soluções inovadoras e um desempenho fotográfico de destaque. Logo, as novidades nas câmeras chegam a ser previsíveis, mas muito bem vindas.

 

 

 

Tela AMOLED (finalmente) e a 90 Hz

 

 

Uma evolução enorme do Zenfone 7 em relação ao Zenfone 6.

A tela do novo smartphone segue com bordas bem reduzidas e sem notch ou furos na tela. É um dispositivo que tem (quase) 100% tela, graças ao módulo de câmera flip que já destacamos no segmento anterior. É uma proposta diferente que, ao que tudo indica, deu certo. Caso contrário, a ASUS teria abandonado esse conceito.

E como a Flip Camera deu certo, a ASUS decidiu premiar os usuários com uma tela maior (6.67 polegadas) e com melhor qualidade, deixando de lado as telas IPS LCD (que eram ótimas, já que a ASUS também se empenhava na oferta de smartphones com telas de alta qualidade de cores e contraste) para finalmente abraçar as telas AMOLED, que prometem entregar resultados ainda melhores.

Nada mais justo: se vai entregar uma tela enorme em um dispositivo, que ao menos seja uma tela AMOLED para que as imagens exibidas sejam excelentes e, de quebra, consiga economizar alguma bateria.

E mais!

A ASUS decidiu ser ousada e fazer troça com a Samsung, ao colocar uma tela com taxa de atualização de 90 Hz no Zenfone 7, dando um tapa na cara do Galaxy Note 20 com carcaça de plástico (tem acabamento de cristal no novo modelo top de linha da ASUS, tá?) e tela com refresh de apenas 60 Hz (sério, Samsung… não consigo entender essa decisão até agora). Além disso, a taxa de amostragem ao toque é de 200 Hz, o que é excelente para uma melhor experiência de uso e para os usuários gaming.

 

 

 

Mais potência

 

 

Um novo smartphone. Obviamente, processadores mais potentes (isso nem é tão óbvio para alguns fabricantes).

Aqui, não temos muitas surpresas. Enquanto o Zenfone 6 apostou no Snapdragon 855, os novos Zenfone 7 recebem o Snapdragon 865 e, no caso do Zenfone 7 Pro, o processador é o Snapdragon 865+. É uma evolução natural da espécie nesse ponto, de modo que pouco resta a comentar, exceto que “as definições de processador na linha Zenfone foram atualizadas”.

Na quantidade de RAM, estão mantidas as opções com 6 GB e 8 GB, mas a versão com 64 GB de armazenamento desapareceu, e o modelo base conta com 128 GB.

Os novos processadores também marcam a chegada da conectividade 5G nos novos Zenfone 7. Além disso, o WiFi 6 e o Bluetooth 5.1 se farão presentes no novo modelo, e esses são itens importantes para quem procura se manter conectado de forma plena em qualquer lugar.

Já a bateria de 5.000 mAh se manteve inalterada, mas o novo modelo aumenta a velocidade de sua recarga rápida de 30W. Por outro lado, o Zenfone 7 marca o adeus do conector para fones de ouvido de 3.5 mm nos smartphones top de linha premium da ASUS.

 

 

 

Conclusão

 

 

Quem afirma que o Zenfone 7 é um “mais do mesmo” ou um Zenfone 6 turbinado simplesmente não sabe do que está falando.

O Zenfone 7 não é uma revolução de design em relação ao modelo anterior, e nem precisa ser. Ele atualiza bem os pontos onde poderia melhorar, e não dá para negar que ele é um dispositivo top de linha de toda a regra.

A grande questão que ainda não foi respondida é: quanto custa a brincadeira?

Como a ASUS não revelou o preço oficial dos dois smartphones, só podemos esperar pacientemente por essa informação para obter uma melhor estimativa sobre a relação custo-benefício das mudanças apresentadas. Até lá, só podemos pontuar as mudanças e, ainda assim, especular se elas se refletem em melhorias efetivas na experiência de uso.

E, principalmente: especular se vale a pena pagar para ter essas novidades.


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