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ASUS Zenfone 7 e Zenfone 7 Pro chegam com tela AMOLED e Flip Camera tripla

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Sete pode ser o número de sorte da ASUS.

A ASUS apresentou ao mundo os seus novos smartphones top de linha premium (sim, são dois): o ASUS Zenfone 7 e o ASUS Zenfone 7 Pro. Normalmente eu acordo às 7 horas da manhã para começar a trabalhar nos posts do TargetHD.net, mas como essa apresentação aconteceu às 3 horas da madrugada e eu fiquei com a consciência pesada em ficar mais tempo dormindo, eu espero ao menos que você possa se divertir lendo esse post (e que eu possa me divertir escrevendo sobre o produto).

A evolução da linha Zenfone chegou na categoria Premium no ano passado, com o Zenfone 6 e a sua câmera traseira flip motorizada para entregar uma frontal toda tela. E vejo que a manutenção dessa proposta como algo positivo. Esse recurso deu um sinal de identidade para o smartphone da ASUS, se diferenciando de tudo o que temos hoje no mercado, além de acabar com o famigerado notch que irritava tanta gente.

Mas… será que a versão 2020 do Zenfone mais parrudo entrega o suficiente para você gastar a sua fortuna por ele? Os dois modelos são muito parecidos entre si, compartilhando vários detalhes de suas respectivas fichas técnicas. Porém, as diferenças entre os modelos existem, e são substanciais a ponto de marcar uma sensível diferença entre os dois.

 

 

 

A tela é uma clara protagonista

 

 

Tanto o Zenfone 7 como o Zenfone 7 Pro compartilham mesmas dimensões, peso e características estéticas, de modo que, de longe, confundir os dois é a regra. Você será obrigado a olhar para as especificações técnicas dos modelos antes de realizar a compra.

Dito isso, os dois modelos contam com 9.6 mm de espessura e 230 gramas de peso. Ou seja, não são smartphones pequenos, não são smartphones finos, e podem pesar no bolso (a ponto de dar a entender que você está feliz quando vê o seu gerente do banco). Por outro lado, comece a pensar desde já que a autonomia de bateria do dispositivo vai compensar o fato de você levar um tijolo tecnológico no bolso da calça.

Falo da bateria mais adiante. Algo me diz que você vai gostar do que vai ler.

Considere também o fato que os sensores de câmera em mecanismo flip também recebem parte da culpa do modelo ser tão espesso. É o preço que se paga para ter uma frontal lindamente limpa, e particularmente isso não me incomoda. Prefiro pagar esse preço para me livrar do notch.

 

 

A parte traseira conta com acabamento em cristal Gorilla Glass, e é mais limpa porque o leitor de digitais está nas laterais (a ASUS continua evitando integrar a biometria na tela, talvez para segurar os custos finais do produto). Na verdade, esse leitor está integrado no botão de início que é, por sua vez, uma Smart Key, que pode ser mapeado para outras ações no dispositivo, como iniciar um aplicativo, invocar o Google Assistente, entre outros.

Em smartphones tão espessos como são os novos Zenfone 7 e Zenfone 7 Pro, um botão biométrico na lateral pode ser uma necessidade. É mais ergonômico e natural desbloquear o smartphone com um dos dedos segurando o dispositivo pela lateral do que tentar mirar o polegar na tela. A medida pode ter facilitado a vida de muita gente, principalmente aqueles que tem mãos pequenas.

Não é o meu caso, pode não ser o seu caso, amigo leitor. Mas eu penso nos outros.

Do mais, os novos telefones contam com porta USB Type-C, alto-falantes estéreo e três microfones distribuídos ao longo do chassi do dispositivo, não apenas para melhorar a capacidade de captação de áudio durante as chamadas, mas também para a captação de vídeo, além de reduzir o ruído ambiente para que a pessoa do outro lado da chamada possa ouvir você com uma melhor qualidade.

Já que a tela é protagonista, vamos falar o que ela tem de bom.

 

 

Os novos ASUS Zenfone 7 e Zenfone 7 Pro contam com uma tela AMOLED (finalmente… obrigado, Marcel Campos, pela graça alcançada…) de 6.67 polegadas (FullHD+, 20:9). Ou seja, não apenas temos uma tela maior que a do Zenfone 6, mas também uma tela que deixou de lado o IPS LCD para apostar em uma tecnologia que entrega uma melhor autonomia de bateria e uma imagem com maior qualidade.

Não que as telas dos smartphones da ASUS não fossem boas. Acho que a empresa fez um trabalho incrível até agora, e os modelos Zenfone que eu testei sempre se destacaram por isso. Mas estava na hora da empresa entregar o AMOLED para o seu smartphone mais completo, até mesmo para se aproximar dos seus principais concorrentes na ideia do “estou entregando um smarpthone premium”.

A ASUS afirma que a tela do novo Zenfone pode reproduzir 110% do espaço de cores DCI-P3, além de uma precisão de cores Delta-E<1. É uma tela compatível com o HDR10+, com brilho máximo de 700 nits.

E, como cereja do bolo, essa tela conta com taxa de atualização de 90 Hz, com taxa de amostragem de 200 Hz.

Entendeu, Samsung (Galaxy Note 20, com lamentáveis 60 Hz e cobrando o olho da cara por um smartphone com acabamento de plástico)?

 

 

 

Aquela potência bruta que faz a diferença

 

 

A partir de agora, começamos a ver as diferenças entre os novos smartphones top de linha premium da ASUS.

O ASUS Zenfone 7 recebe o processador Snapdragon 865, enquanto que o Zenfone 7 Pro aposta no Snapdragon 865+. Basicamente o segundo tem 10% a mais de potência e de velocidade de renderização, e é pensado em quem realmente quer exigir mais do smartphone nos gráficos mais pesados. Na prática, o desempenho dos dois modelos não deve ser tão diferente assim. Logo, é você quem vai decidir no final das contas o que é mais importante para a sua experiência de uso, e escolher o modelo que melhor se ajusta aos seus interesses individuais.

O ASUS Zenfone 7 pode receber 6 GB ou 8 GB de RAM LPDDR5 e 128 GB de armazenamento interno UFS 3.1. Já o Zenfone 7 Pro conta com 8 GB de RAM LPDDR5 e 256 GB de armazenamento UFS 3.1. Os dois dispositivos contam com expansão de armazenamento via microSD de até 2 TB.

Que bom que a ASUS não capou esse slot microSD no Zenfone 7. Tem gente que ainda precisa disso, pois em alguns casos os 128 GB já começam a ficar insuficientes, especialmente para aqueles que gravam muitos vídeos com o smartphone (e, com esses sensores fotográficos, não resta dúvidas que muitas pessoas vão querer fazer isso).

Do mais, tudo igual nos dois telefones.

A bateria de 5.000 mAh NÃO CONTA COM RECARGA SEM FIO (eu não me importo tanto, mas muitos já se acostumaram com esse recurso, e a concorrência entrega isso… fica esperta, ASUS), mas tem a tecnologia de recarga rápida de 30W, com carregador incluído no kit de venda (entendeu, Apple?).

A ASUS promete até dois dias de autonomia de uso nos novos smarpthones, o que eu não duvido que seja verdade, pois a empresa aprendeu a trabalhar com as baterias dos seus dispositivos por causa de todo o trauma causado pela Intel e seus problemáticos processadores para smartphones (não tenho saudades daquele tempo…), mas só os primeiros testes e reviews vão confirmar isso.

Tudo é gerenciado pelo Android 10 com a ZenUI 7, a capa de personalização da ASUS que é similar ao Android (quase) puro, mas com algumas adições proprietárias.

E o tempo mostrou que uma interface mais próxima daquela oferecida pelo Google era mesmo a melhor.

E… antes que eu me esqueça… a diferença nos processadores não se reflete nas especificações técnicas de conectividade. Os dois modelos recebem as mesmas características nesse aspecto, ou seja, contam com 5G, Dual SIM, WiFi 6, Bluetooth 5.1 e NFC.

 

 

 

A Flip Camera com três sensores

 

 

É aqui que o Zenfone 7 e o Zenfone 7 Pro mais se diferenciam: na Flip Camera.

O módulo é construído em metal líquido, e está mais preciso, o que deve se converter em uma angulação mais exata. Você ainda pode mover esse sensor de forma manual, mas o aplicativo de câmera da ASUS recebeu ajustes pré-definidos para posicionar essa câmera para posições específicas, o que pode entregar uma versatilidade ainda maior para os usuários mais criativos.

Eu nem precisava dizer isso, mas é sempre bom deixar claro para os usuários mais distraídos ou menos conhecedores de tecnologia mas… os sensores da parte traseira vão para a frontal, de modo que essa câmera registra fotos de cenários e selfies.

Para isso, a ASUS apostou em um sensor principal Sony IMX656 de 64 MP (que, na prática, registra fotos de 16 MP com a tecnologia Pixel Binning). Esse sensor é o mesmo para os modelos padrão e Pro, mas no modelo Pro o OIS está presente, enquanto que no modelo padrão temos o EIS.

O sensor secundário é um Sony IMX363 grande angular de 12 MP, com 113 graus de campo de visão, e é capaz de corrigir a distorção de lente em tempo real, e pode ser usada como câmera macro, permitindo o foco a uma distância máxima de 4 mm.

O terceiro sensor é um telefoto de 8 MP, com zoom ótico de 3x e zoom digital de 12x. Mais uma vez, o modelo Pro se diferencia do modelo padrão por contar com OIS (e o padrão, não).

 

 

A câmera rotatória recebeu funções automatizadas para explorar esse recurso, como as fotos panorâmicas automáticas, que vai deslocar o módulo em 180 graus para registrar a imagem sem precisar mover o smartphone no processo, ou o seguimento de objeto em vídeo, que tenta manter o alvo da cena no centro durante a movimentação, movendo o módulo em função desse objeto.

Se por um acaso o smartphone cair, além de chamar você de desastrado, os infartos podem ser evitados com o sensor de gravidade que a ASUS integrou no dispositivo. Esse sensor, trabalhando com o acelerômetros, detectam a queda e fecham o sensor de câmera flip automaticamente. É o mesmo mecanismo que já estava presente no Zenfone 6 e funcionou tão bem. Ou seja, vamos ver o quanto a ASUS conseguiu melhorar nesse aspecto.

 

 

 

ASUS Zenfone 7 e ASUS Zenfone 7 Pro: quanto custam?

 

 

Eu sei que você leu esse post até aqui para saber quanto custam os novos ASUS Zenfone 7 e ASUS Zenfone 7 Pro. Mas lamento pela decepção (na verdade, quem decepciona é a ASUS), mas os preços não foram revelados. Os dois modelos estarão disponíveis lá fora a partir do dia 1 de setembro e, como você já deve imaginar, não há previsão de lançamento ou preços para o mercado brasileiro.

 

 

 

O que eu aprendi até aqui?

 

 

Que a ASUS decidiu não mexer em time que está ganhando, e por mais que algumas pessoas venham afirmar que a ASUS foi continuísta e pouco inovadora com os novos Zenfone 7 e Zenfone 7 Pro, fica evidente para qualquer pessoa que a proposta do Zenfone 6 foi bem recebida pelo público alvo da empresa. Logo, não havia motivos para mudar tanto.

A grande novidade mesmo é a nova tela AMOLED de 90 Hz, que aproxima (e muito) o dispositivo dos seus concorrentes diretos, além do 5G, que era outro elemento de regra para um smartphone top de linha premium (e até mesmo de linha média premium) de 2020. A Flip Camera é o grande diferencial da linha Zenfone, e se ela funcionou no Zenfone 6, tinha mesmo que continuar.

As primeiras impressões são positivas, e os novos Zenfone 7 e Zenfone 7 Pro são bem interessantes. Vamos ver o que as primeiras análises vão dizer sobre ele. E no final das contas, não perdi meu sono por nada. Rendeu um belo post sobre um dos lançamentos mais esperados do ano.

E essa última linha do post só existe para que o texto receba mais de 1.900 palavras (estava em 1.899, e isso estava me incomodando).

 

 

Via GSMArenaXDA-Developers


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