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A economia global está sofrendo os efeitos colaterais da pandemia do coronavírus, mas alguns segmentos estão se beneficiando de alguma forma desse momento de crise. Os serviços de streaming seriam óbvios vencedores, mas agora sabemos o quanto: as assinaturas e o tráfego dispararam exponencialmente.

Nos Estados Unidos, o Disney+ cresceram 211% em assinaturas, e a HBO cresceu 90%, por exemplo. O aumento de tráfego também é sentido no Brasil, e os responsáveis são fundamentalmente os serviços de streaming e as videoconferências.

 

 

 

Streaming decolando

 

 

O confinamento de milhões de pessoas está gerando mudanças importantes nos hábitos dos usuários. As pessoas estão em casa e com muito tempo disponível, de modo que esse público aproveita para ver um monte de filmes e séries nas plataformas de streaming.

Isso resultou em um aumento notável nas assinaturas das plataformas de streaming em vários países. Nos Estados Unidos, esse aumento foi muito chamativo.

Quem mais se beneficiou foi o Disney+, com um crescimento de 211%. Esse aumento é maior porque é a plataforma mais nova, mas também porque as crianças estão ficando em casa.

Também foi observado um aumento no consumo de videogames online em 75% nos Estados Unidos, de acordo com os dados da Verizon.

Nos dados relativos aos serviços de streaming, é preciso levar em consideração que vários deles oferecem períodos de testes gratuitos, o que influencia no crescimento repentino. Além disso, a estreia da terceira temporada de Westworld pode ter impactado na reativação de assinaturas da HBO, enquanto que a Netflix fala de uma certa saturação de usuários, o que dificulta o seu crescimento.

Já a Apple TV+ só ganha assinantes. Mas não dá para saber quantos dos novos assinantes vão ficar depois da pandemia.

 

 

 

Tráfego de dados dispara no Brasil

 

 

O efeito de aumento de consumo de internet por conta da quarentena forçada se repetiu no Brasil. Com um maior número de usuários em casa e uma maior oferta de conteúdo (pois as plataformas estão incentivando as pessoas a ficarem em casa), o consumo naturalmente é maior.

Não sabemos se as plataformas que operam no Brasil registraram um maior número de usuários, mas medidas foram tomadas para administrar o volume de dados consumidos por esses usuários. As plataformas já reduziram o bitrate e a qualidade dos vídeos disponíveis, o que deve resultar em um menor consumo de banda e um serviço melhor para todos.

Reforçamos a recomendação já feita em outros posts: use essa internet com moderação, para que todos possam utilizar uma conexão de qualidade, seja para o trabalho ou para o entretenimento. Precisamos pensar no outro para que o benefício chegue até nós também.

 

 

Via Medium, Polygon


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