A qualidade da informação nas redes sociais e forma potencialmente pouco ética que ela pode ser utilizada estão na pauta do dia. Parte substancial do problema está no próprio usuário e em como ele compartilha a informação com os demais.

Com tudo isso em mente, e em ocasião do Dia Mundial das Redes Sociais comemorado em 30 de junho, a ESET chama a atenção para os problemas que podem advir do compartilhamento de notícias nas redes sociais.

Hoje, tudo é compartilhado, e as redes sociais são uma nova forma de compartilhar todos os tipos de informação pessoal. A ponto de divulgarmos uma grande quantidade de detalhes pessoais na internet, e isso ser considerado algo secundário para os usuários.

Muita gente é ansiosa para compartilhar as coisas, e isso não vem do fenômeno digital em si, mas sim com a natureza humana. O fenômeno digital só está relacionado com o tipo de informação que compartilhamos, e quem vê esses dados.

 

 

Muitos usuários não pensam nos riscos aos quais estão expostos ao compartilhar informações sociais em plataformas sociais. O mesmo vale para as permissões de acesso aos aplicativos para verificar suas atividades. Levando em conta que a maioria dos usuários normalmente usa mais de uma rede social, é muito provável que um criminoso consiga construir um perfil bem detalhado de um alvo, coletando apenas informações sobre os seus perfis e atividades em cada uma das suas contas das redes sociais.

As redes sociais são o terreno perfeito para os criminosos, podendo enviar uma mensagem direcionada que fará com que a vítima visite uma página falsa que se passa por legítima, com o objetivo de roubar seus dados de acesso e dinheiro. Também podem fazer com que a vítima abra um anexo infectado com um malware que atua como dropper para outro malware, que pode realizar ações como o download de dados ou gravação de tudo o que digitamos no computador.

São conteúdos personalizados, que dão a impressão que foram enviados por um amigo. Tal estratégia é mais bem sucedida do que aquelas feitas em massa e de forma automática.

Muitas pessoas ficam desatentas nas redes sociais e clicam em links maliciosos que dificilmente seriam clicados se fossem recebidos em um e-mail.

As técnicas de engenharia social ganharam força com a chegada das redes sociais, abrindo o caminho para o roubo de identidade, fraudes online e outros tipos de crimes cibernéticos.

Mas… quais medidas podemos tomar para neutralizar os riscos derivados da troca de informações digitais?

 

 

Uma boa forma de começar é rever com regularidade as configurações de privacidade de cada rede social que você possui. Sempre que possível, limite ao máximo o acesso do que as pessoas podem ver sobre o que você está fazendo na internet.

Leve em conta que, mesmo configurando as opções de privacidade, assim que algo é publicado, nós perdemos o controle sobre o que os outros podem fazer com essa informação.

Logo, é útil limitar as informações publicadas, especialmente aquelas que podem te tornar vulnerável. Sempre evite publicar o que você não gostaria que outros possam ver. E procure pensar como um cibercriminoso de vez em quando: se a informação pode ser utilizada CONTRA VOCÊ, não compartilhe.

Cuidado com mensagens suspeitas com links ou ‘boas demais para ser verdade’. A regra vale também para mensagens enviadas por amigos, que podem ser manipuladas por cibercriminosos.

Seja cético em relação a desconhecidos que enviam solicitações de amizade nas redes sociais. Aceite apenas pedidos de amigos, conhecidos ou de amigos em comum na vida real. Está cheio de golpistas na internet que executam todos os tipos de manobras.

Em resumo: apesar de sermos seres sociais por natureza, devemos ter responsabilidade no uso das redes sociais. Afinal de contas, na internet, ninguém sabe que somos um cachorro por trás do computador.