Compartilhe

A moda agora no mercado de telefonia móvel é ver os fabricantes utilizarem marcas secundárias. Huawei, Lenovo e Oppo entraram nesse tem, e a Xiaomi também. Mas essa última o faz de forma especial.

Se a Huawei tem a Honor, a ZTE tem a Nubia e a Lenovo tem a Motorola, a Xiaomi tem três outras marcas secundárias, formando um quadrilátero de empresas que estão crescendo sem parar.

Nesse post, vamos mostrar cada uma delas, e onde elas mais se diferenciam entre si.

 

 

Xiaomi, a principal

 

 

A culpada de tudo.

Nasceu em 2010, lançou o seu primeiro smartphone em 2011 e, nesse momento, é a quarta marca do mundo em volume de vendas, com uma legião de fãs enorme.

Se caracterizou por lançar dispositivos de tempos em tempos, com um catálogo enorme e presente em quase todos os segmentos de preço. Seus produtos são encontrados em qualquer lugar do mundo, e justamente as suas marcas ajudam a expandir a marca dentro do mercado de smartphones.

É representada pelos produtos da família Mi, que além de se caracterizarem por serem produtos com ótima relação custo/benefício, eram os modelos mais completos de cada série (quando a Redmi ainda era um segmento de produto e não uma marca), como nas famílias Mi Mix, Mi X e Mi A.

 

 

Black Shark, pensada nos gamers

 

 

A segunda linha da Xiaomi nasceu em fevereiro de 2018. Semanas antes, foi anunciado que a Xiaomi havia comprado um fabricante de produtos destinados ao gaming, que era conhecida na China mas pouco relevante no mercado global.

Bastou plasmar tudo no seu conceito, e a marca se tornou bem relevante, e em um segmento que ainda está nascendo no mercado. O primeiro Black Shark nasceu em fevereiro de 2018, e antes do ano terminar, o segundo modelo já estava no mercado, o que reforça a tendência da Xiaomi em lançar novas gerações de dispositivos antes de terminar o ciclo de 12 meses de uso.

Com certeza teremos mais produtos da linha no futuro, e a marca é uma das líderes de tendência de um segmento gaming que ainda vai crescer e muito.

 

 

Poco, que parece top de linha (mas não é)

 

 

O jogo de palavras foi escolhido de forma muito cuidadosa, para que o Poco tivesse a associação com o “pagar pouco”. Até agora só tem um produto, o Pocophone F1, que foi o suficiente para ser o produto mais comentado de 2018.

Uma potência de top de linha com um preço que o seu bolso pode pagar. É claro que você abre mão de algumas coisas na sua construção e especificações, mas se você souber lidar com isso, você tem nesse modelo a melhor relação custo/benefício entre os modelos mais potentes do mercado nesse momento.

Eu abro mão do metal, do vidro e de qualquer outra frescura de acabamento para ter a potência de um dispositivo que vai rodar qualquer coisa, com uma experiência de uso quase impecável. Com essa receita matadora, a marca Poco será internacional, expandindo o estilo Xiaomi com outro nome. Um nome que vai virar sinônimo de ótima relação custo/benefício.

 

 

Redmi, o filho pródigo ganha a liberdade

 

 

Os modelos Redmi se chamavam Hongmi e fizeram parte do catálogo principal da Xiaomi nas suas origens. São smartphones que cobrem as necessidades dos usuários com baixo orçamento, oferecendo uma relação custo/benefício muito ajustada.

Dentro da Redmi, temos várias linhas: Redmi, Redmi Note, Redmi S, entre outras. Essa linha virou empresa própria, a Redmi by Xiaomi, e o Redmi Note 7 foi o primeiro smartphone dessa nova fase.

Por enquanto, todas as marcas da Xiaomi caminham de mãos dadas e sob o mesmo guarda-chuva da empresa mãe, mas a tendência a médio prazo é a independência total das marcas, e em algum momento elas podem entrar em rota de colisão.

Vai ser curioso ver isso acontecer. mas até lá, são três marcas by Xiaomi que operam de forma quase independente da marca principal, mostrando o quanto a empresa está prolífica. E essa versatilidade é um dos fatores que ajudam a explicar a sua expansão junto aos usuários, ameaçando seriamente o reinado das gigantes Samsung, Huawei e Apple.


Compartilhe