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As Panteras (2019) | Cinema em Review

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Vai ser difícil tirar algum texto bom disso aqui, mas…

A culpa é minha. Completamente minha. Única e exclusivamente minha.

Eu teimei em criar expectativas para o filme As Panteras (2019). Afinal de contas, sou eu que carrego em mim a vergonha do “guilty pleasure” em gostar dos dois filmes produzidos por Drew Barrymore, e por achar que a série de TV poderia dar certo. E eu faço isso não por admitir que consumo drogas pesadas, mas porque eu simplesmente gosto da ideia de mulheres empoderadas batendo em homens babacas.

Me culpem. Eu poderia ser machista como muita gente é. Mas não sou.

E o preço que eu pago é acreditar em filmes ruins como As Panteras (2019).

 

 

Pior que As Panteras: Detonando, só que em outro nível

 

 

É preciso contextualizar para compreender o nível de ruindade.

Eu sei que As Panteras: Detonando é algo pavoroso. É um filme desnecessário, sem propósito e, em muitos aspectos, completamente sem sentido. Mas ao menos é um filme que me diverte em algumas coisas, tirando de mim risadas espontâneas com os seus exageros, absurdos e piadas bem sacadas.

Já o filme de 2019, produzido e dirigido por Elizabeth Banks (que tenta a todo custo roubar um protagonismo que não é dela – ou que nunca deveria ser), erra feio em quase tudo e carece de um humor que é um elemento importante para esse tipo de filme.

Você pode até achar que filmes de ação e espionagem não precisam ser uma comédia rasgada (tem vários ótimos filmes desse gênero que se levam a sério e funcionam), mas nesse caso o componente de humor é sim importante. Caso contrário, você perde o seu público alvo.

As Panteras (2019) até consegue passar as ideias de fundo como empoderamento feminino, a crítica do machismo histórico da sociedade e outros discursos que naturalmente aparecem em um filme onde o sexo forte assume o controle da narrativa.

Mas nem mesmo esse aspecto positivo consegue salvar a pobreza de um roteiro previsível (beirando ao óbvio em alguns casos), um plot twist pouco inspirado, talentos como Kristen Stewart, Naomi Watts e Patrick Stewart que não são aproveitados com sabedoria e piadas fracas ou quase inexistentes.

O mais surpreendente de tudo isso é que, mesmo alternando os seus (pouco) momentos altos e (profundos) baixos, este é um filme que não se arrasta. Você tende a olhar para o relógio para fazer as contas sobre quanto tempo falta para terminar essa infelicidade cinematográfica, mas não vai dormir de tédio por conta dos problemas do filme.

 

 

Eu posso parecer uma pessoa com alma amargurada e descrente da humanidade (confesso que fiquei assim depois das Eleições 2018), mas por mais que eu me esforce, é simplesmente impossível achar que As Panteras (2019) consegue ser melhor que As Panteras: Detonando. Até porque Drew Barrymore mora de pantufas no meu coração.

É uma pena. Eu acreditei até em uma trilha sonora com Anitta e Ariana Grande. Uma trilha que é até boa, mas sem as piadas e o carisma do passado, acaba não funcionando. Pelo contrário: joga muito contra, pois parte da carisma dos filmes da Barrymore estava também na escolha de uma envolvente trilha sonora.

Este não é o pior filme de 2019 (pois sempre teremos Sai de Baixo – O Filme), mas com certeza é uma das grandes decepções da temporada.

 


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