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A crescente preocupação dos usuários de internet com a segurança e a privacidade fizeram com que duas tecnologias ganhassem maior notoriedade: VPN e proxy. Elas são parecidas em muitos sentidos, mas suas diferenças são muito relevantes.

As duas tecnologias permitem a conexão remota, facilitando o ocultar de um endereço de IP. Mas dependendo do uso específico, é melhor optar por uma ou por outra.

Nesse post, vamos tentar explicar as diferenças entre os dois termos, na tentativa de indicar qual é o mais recomendado para as suas necessidades.

 

 

 

Isso é um proxy…

 

Ao navegar na internet, o nosso computador se conecta diretamente com o servidor do conteúdo visitado, fazendo o download da página para visualização no navegador. Porém, quando nos conectamos via proxy, utilizamos este como um intermediário do tráfego web, de modo que enviamos a nossa solicitação de visualização ao proxy, que remete o pedido ao site web visitado, e quando este envia a resposta o proxy, é ele quem envia a informação devolvida para exibir o site web.

Para o servidor, não é o IP do usuário que acessa o site, mas sim o IP do proxy. Além de conceder o anonimato ao usuário, ele permite driblar restrições de conteúdos baseados em geolocalização. É o que muitos usam para ver conteúdos da Netflix dos Estados Unidos no Brasil.

O problema aqui é que o servidor proxy vai saber qual é o seu endereço IP, e se ele não for confiável, você só oculta o seu IP para ficar exposto em outro IP.

 

 

 

…e isso é um VPN

 

 

O VPN (Virtual Private Network) também é um servidor que determina uma rota no nosso tráfego online. Porém, onde o proxy só estabelece rotas para as solicitações do navegador web, o VPN pode fazer isso com todo o tráfego da nossa rede. Além disso, ele consegue codificar e autenticar o tráfego entre o computador e o servidor, através de protocolos TLS ou IPSec.

Isso é importante, pois o proxy garante o anonimato nos sites, mas deixa a porta aberta para o tráfego (com credenciais de acesso, histórico de navegação e outros). Já o VPN protege tudo isso. Porém, a proteção extra resulta em uma velocidade de tráfego menor do que a alcançada por um proxy.

 

 

 

Qual você deve escolher?

 

Podemos simplificar dessa forma:

 

“Sou um oponente em um país que não respeita as liberdades, e quero me comunicar com segurança com outros ativistas ou acessar conteúdo oficialmente censurado”: o proxy é a sua escolha. Mesmo que não estejam interceptando seu fluxo de dados, várias vulnerabilidades no seu navegador ligadas ao uso do Flash ou JavaScript podem revelar sua verdadeira identidade.

“Eu não tenho nada a esconder, eu só quero poder votar várias vezes na pesquisa de um jornal online, impedindo que eles detectem que meu IP está se repetindo”: você não precisa de nada além de um proxy (bem, ou vários, depende de quantas vezes você quer votar). Se você está apenas procurando por mascaramento IP e velocidade de conexão, não faz sentido você recorrer a uma VPN.


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