Apple pensa em podcasts originais e exclusivos: a concorrência deve temer isso?

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O mercado de podcasts continua a crescer, ainda mais com o Spotify entrando no jogo. A Apple tem o seu app dedicado aos podcasts, e conta com uma boa cota de ouvintes pelo app (entre 50% e 70%), mas está muito atrás na oferta de conteúdo exclusivo. Mas isso pode mudar em breve.

A Apple está tentando comprar direitos exclusivos para podcasts originais. Ainda não existe uma estratégia clara sobre o assunto, mas a empresa negocia com executivos de diversos nomes do setor para lançar no futuro esses podcasts exclusivos, passando assim a rentabilizar o seu app caso necessite de uma assinatura para consumir esse conteúdo.

O movimento ajudaria à Apple a posicionar-se contra os seus competidores no mercado de podcasts, que está em uma ótima fase. A ideia é adquirir esses direitos exclusivos para a criação dos próprios podcasts da empresa, mas tal plano ainda está nas suas fases preliminares.

 

 

A concorrência deve se preocupar com isso?

 

 

A ideia não é absurda, uma vez que a Apple já trabalha com outros serviços por assinatura. A empresa nunca conseguiu monetizar o seu app de podcasts, já que não publica anúncios nem cobra para os seus criadores de conteúdo para hospedar na plataforma.

Porém, o mercado de podcasts está em alta. A demanda do serviço aumentou, e não são poucos que decidiram oferecer conteúdos exclusivos em forma de podcasts. E, considerando plataformas como Spotify e Stitcher, a Apple está bem atrás. Por exemplo, o Spotify fechou um acordo exclusivo de podcast com a Higher Ground, a produtora do ex-presidente Barack Obamna e sua esposa, Michelle Obama.

E não se limita a acordos: o Spotify está apostando forte no podcast, adquirindo empresas como a Gimlet, responsável por podcasts populares como o Reply All. Além disso, outras empresas como a Anchor cria ferramentas de podcast para a produção e a monetização de programas, e a Parcast, rede de criação de podcasts com uma enorme biblioteca de conteúdo.

A Apple terá uma concorrência pesada no segmento, mas tudo ainda está em fases iniciais. Uma vez que os seus esforços vão potenciar outros serviços que serão lançados em breve (como o Apple TV+, por exemplo), é duvidoso que estamos diante de um anúncio de uma nova plataforma monetizada, pelo menos a curto prazo.

 

Via Bloomberg


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