A Apple anunciou de forma oficial que vai aumentar o valor oferecido aos hackers para encontrar vulnerabilidades em iPhones ou Macs, onde as recompensas agora podem alcançar a marca de até US$ 1 milhão para quem reportar falhas de segurança em seus produtos. São US$ 200 mil a mais do que a empresa oferecia até agora para a mesma finalidade.

 

 

Programa é ampliado para macOS, watchOS e Apple TV

 

O US$ 1 milhão será destinado de forma integral para pesquisadores que conseguirem hackear o kernel do iOS, sem que o usuário necessite fazer qualquer tipo de clique para que o mesmo seja ativado.

A Apple também oferece US$ 500 mil para os investigadores que forem capazes de realizar “um ataque à rede sem exigir a interação do usuário”. Também existe uma bonificação de 50% para aqueles que encontrarem estas falhas de segurança antes do lançamento oficial do software.

Outra novidade importante é que o programa está aberto a todos os investigadores. Antes, só podiam participar aqueles que eram convidados pela Apple. Além disso, o programa de recompensas foi expandido para macOS, watchOS e Apple TV.

Todas essas mudanças foram anunciadas no último dia da conferência Black Hat, que aconteceu recentemente em Los Angeles (EUA). No evento, também foi confirmado que a Apple vai oferecer aos investigadores do programa iOS Security Research Device uma unidade do iPhone especialmente preparada para facilitar a descoberta de novas vulnerabilidades no sistema operacional.

 

 

É preciso deixar claro que os dispositivos fornecidos para os investigadores só estarão disponíveis para os mesmos a partir de 2020. Além disso, os profissionais que vão utilizar esses iPhones especialmente preparados para detectar vulnerabilidades são considerados de primeiro nível.

É a Apple tomando providências que a empresa considera como necessárias para identificar o quanto antes possíveis falhas nos seus diferentes sistemas operacionais. E qualquer investimento nesse sentido é mais que bem vindo, e pode parecer pouco para uma empresa desse porte.

Sem falar que prevenir é sempre muito melhor do que remediar.