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Apple matou o iPod (que descanse em paz)

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A evolução tecnológica é algo inevitável, e bem sabemos que o mundo precisa sempre avançar. Porém, confesso que é um pouco triste comunicar a morte do iPod neste blog.

Hoje (10), a Apple anunciou que vai deixar de fabricar o iPod, o reprodutor de música portátil que marcou um “antes” e um “depois” para a gigante de Cupertino. Não podemos dizer que essa notícia nos pega de surpresa, pois era uma questão de tempo para que tal decisão fosse confirmada.

Mesmo assim…. chega ao fim um produto que marcou a adolescência de muitos geeks que hoje trabalham no mundo da tecnologia (eu, inclusive). Para outros tantos, foi o primeiro gadget de verdade que morou nos bolsos e mochilas ao redor do mundo.

 

 

 

Vai embora quem construiu a cultura musical de (pelo menos) duas gerações

Podemos dizer que o iPod é o principal responsável por muitos se tornarem apaixonados por música, construindo uma autêntica cultura musical para pelo menos duas gerações de consumidores de tecnologia.

O iPod é um dos produtos mais diferentes e característicos que a Apple lançou ao longo de usa história. Ele conseguiu captar a atenção tanto da mídia como dos usuários de um modo geral, em um movimento ousado por parte de Steve Jobs, que decidiu apresentar o produto ao mundo em outubro de 2001, período em que o mundo ainda tentava entender o que aconteceu em 11 de setembro daquele ano.

Depois de várias gerações lançadas, chegou a hora do iPod descansar. E olhando para os últimos anos, o player musical da Apple conseguiu influenciar vários outros produtos, dentro e fora do universo musical.

Hoje, qualquer dispositivo móvel que existe pode funcionar muito bem como um reprodutor musical. Qualquer smartphone ou celular que vale a pena usar conta com um reprodutor de mídia integrado. Porém, no passado, se você queria ouvir a sua coleção completa de discos do seu artista preferido, o dispositivo ideal para isso era mesmo o iPod.

Logo, olhando para o cenário de presente, a decisão da Apple pela morte do iPod faz todo o sentido do mundo. Afinal de contas, os smartphones existem, e contam com uma capacidade de armazenamento que suplanta (e muito) aquela oferecida pelos players dedicados.

A própria Apple reconhece em seu comunicado para a imprensa que o iPod não faz mais sentido nos dias de hoje. Bom, quero dizer, faz sentido para aqueles poucos usuários que optam por deixar o smartphone em casa para ouvir suas músicas em um dispositivo dedicado durante as atividades esportivas.

Por outro lado, a grande maioria sequer armazena as suas músicas preferidas no smartphone ou player de mídia. Vivemos a era do streaming, e essas plataformas são competentes o suficiente para gerenciar as playlists dos usuários, atendendo perfeitamente aos diferentes gostos e estilos.

 

 

 

Um passado que é muito interessante e instigante

O primeiro modelo do iPod contava com configurações e recursos que hoje podem ser considerados risíveis, mas naquela época eram “mágicos e revolucionários”.

O dispositivo podia armazenar até 1.000 canções, algo considerado ridículo nos dias de hoje, mas que garantiam horas e horas de entretenimento musical naquela época. O armazenamento em disco rígido mecânico, a tela exibindo as informações das faixas e, nas versões posteriores, o Click Wheel foram elementos que marcaram a posição do iPod no mercado.

Em 2004, chegou o iPod Mini, com uma tela melhorada, mais portátil que o modelo original e com um sistema de armazenamento que permitia uma leitura mais ágil dos arquivos armazenados. Depois veio o iPod Nano, que tinha bateria com autonomia de até 24 horas e capacidade de armazenamento de até 2.000 músicas.

Foi só em 2012 que uma grande atualização aconteceu em uma das versões do dispositivo, quando o iPod Nano de 7ª geração recebeu uma nova tela de 2.5 polegadas. Já em 2015, o iPod Shuffle de 4ª geração passou a contar com até 2 GB de armazenamento, e o último modelo que a Apple lançou do produto foi o iPod Touch de 7ª geração, em 2019. O modelo contava com até 256 GB de armazenamento e recebia o mesmo processador de um iPhone, o A10 Fusion.

Por fim… tudo chega ao fim um dia.

E o iPod chegou ao seu fim.

E como foi bom testemunhar a sua espetacular e invejável trajetória no mercado de tecnologia de consumo.

Se você ainda quer ter um iPod novo para chamar de seu, é melhor correr a partir de agora. A Apple vai seguir vendendo o produto de forma oficial, mas quando os atuais estoques se esgotarem, não serão fabricadas novas unidades do dispositivo.

E, quando isso acontecer, tudo o que resta é dizer: descanse em paz, iPod!


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