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Apple Intelligence: isso mesmo… Apple AI

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A Apple tomou vergonha na cara, perdeu o medo ou qualquer outro motivo que você queira adicionar neste momento e FINALMENTE decidiu falar abertamente e sem rodeios sobre Inteligência Artificial em suas plataformas de software, apresentando o Apple Intelligence.

Isso mesmo que você acabou de ler (e pensou rapidamente): Apple AI. E ela deu um jeito de associar a sigla de referência para Inteligência Artificial à sua marca, mesmo que apenas para os países de língua inglesa.

Deixando de lado as possíveis polêmicas legais (e a chiadeira de toda uma comunidade tecnológica), vamos falar os detalhes que foram apresentados pela Apple sobre o Apple Intelligence.

 

A privacidade como protagonista

O Apple Intelligence tem foco em quatro pilares de funcionamento, mas todos eles trabalham pensando na privacidade do usuário. E esse pode ser o grande diferencial dessa solução para a concorrência (ou pelo menos é isso que a Apple quer que você acredite).

Esses pilares do Apple Intelligence são:

  • Linguagem
  • Imagens
  • Ações de Aplicativos
  • Contexto Pessoal

Nesse sentido, a Inteligência Artificial da Apple vai trabalhar com outros três pilares de conceito:

  • Privacidade
  • Processamento Local
  • Integração com Produtos Existentes

Pelo menos em um primeiro momento, o Apple Intelligence estará disponível em inglês e para dispositivos de alto desempenho, com expansão gradual para outros idiomas ou plataformas.

Então, pode me dar os parabéns, pois eu cantei essa bola aqui no blog antes: o Apple Intelligence vai funcionar primeiro do iPhone 15 Pro para cima, do MacBook Air M3 para cima, do iPad Pro M2 pra cima e qualquer outro dispositivo que seja sinônimo de performance e potência para a gigante de Cupertino.

Quem é pobre e não tem grana para um produto Pro da Apple que espere. Pacientemente.

Enquanto isso, a Apple dá ênfase no compromisso com a privacidade do usuário no desenvolvimento do Apple Intelligence, garantindo o processamento local dos dados, que serão a prioridade no treinamento da IA para minimizar a coleta de dados por parte da gigante de Cupertino.

Não se esqueça que o Apple Intelligence vai interagir com o ChatGPT do pouco confiável Sam Altman (OpenAI) para buscas mais abrangentes, o que não elimina por completo as chances de coleta de dados dos usuários.

A empresa também introduziu a computação em nuvem privada para tarefas que exigem mais recursos, garantindo que os dados nunca sejam armazenados permanentemente.

Na teoria, tudo lindo. Na prática, você pode sentir saudades em como te contaram que seria na teoria.

 

Recursos de IA generativa para o dia a dia

O Apple Intelligence oferece uma variedade de recursos de IA generativa para as tarefas mais cotidianas. Algumas delas não são diferentes daquelas que já estamos fazendo nas plataformas existentes.

Já outros recursos são pequenos diferenciais de experiência que a Apple quer oferecer para seus usuários.

Reescrever textos é algo que qualquer ChatGPT da vida faz, mas o Smart Replay (que detecta perguntas em e-mails, reponde e envia o e-mail automaticamente para o remetente) é algo bem legal (e que quero usar o quanto antes).

Resumir textos longos é a obrigação, e o Gemoji (que gera emojis personalizados com base em descrições de texto ou contatos) pode agradar aos fãs da Apple, mas… então… what’s new?

Por falar em criação de imagens, o Apple Intelligence conta com o Image Playground (o Midjourney da Apple, que cria imagens a partir de prompts de texto, entregando resultados em forma de desenhos animados e quadrinhos) e o Image Wand (que converte doodles em imagens profissionais com a ajuda do Image Playground).

Os artistas e usuários mais criativos poderão viver do ócio monetizado a partir de agora.

E pesquisar fotos usando a linguagem natural é algo que vai facilitar a vida de produtores de conteúdo.

 

Melhorias na Siri

Já falei um pouco sobre isso no artigo sobre as “novidades” #ironia do Android iOS 18. Então, serei breve.

A Apple deixou a Siri menos burra com o Apple Intelligence. O assistente digital passa a receber a integração com o GPT-4 para compreender melhor a linguagem natural e gerar respostas mais abrangentes, o que vai melhorar (e muito) a sua acessibilidade, inclusive transcrevendo voz em texto em tempo real.

Os controles da Siri recebem um novo pacote de personalização, e as configurações também estão mais customizáveis. E esses elementos confirmam o que também escrevi no blog recentemente: se a Amazon não melhorar a Alexa, ela está com os dias contados.

 

Disponibilidade e limitações

Agora é que o filho chora e a mãe não vê. E muita gente vai se revoltar ao concluir que a Apple deixou muito iPhone burro sem a compatibilidade com sua IA.

O Apple Intelligence estará disponível gratuitamente neste verão como parte das versões beta do iOS 18, iPadOS 18 e macOS Sequoia. O lançamento final está previsto para o outono do hemisfério norte (setembro, junto com o lançamento do iPhone 16, e todo mundo sabe disso – nem sei por que não falam logo de uma vez..), mas inicialmente apenas nos Estados Unidos e em inglês.

A expansão para outros idiomas e plataformas ocorrerá ao longo do próximo ano.

Alguns recursos, estarão disponíveis EXCLUSIVAMENTE em dispositivos de alto desempenho, como o iPhone 15 Pro/Max e Macs e iPads com chip M1 ou superior.

A Apple promete liberar outras funcionalidades do Apple Intelligence para plataformas inferiores com o passar do tempo, e tudo o que vimos foi apenas uma intenção de objetivo final. Não teve nenhuma demonstração prática em um dispositivo da empresa.

Ou seja, o Apple Intelligence tem um longo caminho a percorrer a partir de agora, uma vez que os beta testers vão colocar a mão nele. Se a IA da gigante de Cupertino vai realmente fazer a diferença na vida dos usuários, isso é outro departamento.

Focar em privacidade e processamento local pode ser um diferencial, mas depender da computação na nuvem para recursos mais pesados pode espantar os mais preocupados com a segurança dos seus dados.

Principalmente quando essa computação na nuvem passa pelos olhares de Sam Altman. E nem eu, nem a Scarlett Johansson, compram um carro dele neste momento.

Mas não precisa se preocupar com isso agora. Você e todo mundo que tem um iPhone 15 Pro Max ainda tem algum tempo para pensar se abraça ou não o Apple Intelligence como o novo melhor amigo da vida.

 

Via Apple


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