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Apple HomePod… faz algum sentido em 2023?

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A primeira versão do Apple HomePod foi lançada em 2017, e só agora Tim Cook decidiu dar uma segunda chance para o alto-falante inteligente que quer enfrentar as soluções da Amazon e do Google.

Na sua estética, ele não é tão diferente assim em relação ao modelo original, mas conta com novas características de hardware e software para conquistar os usuários.

Diante de um cenário de momento onde as gigantes de tecnologia estão se perguntando se realmente vale a pena seguir com os sistemas de assistentes virtuais, eu me pergunto se o Apple HomePod de segunda geração faz algum sentido.

Vou encontrar as respostas com você a partir de agora, apresentando as suas principais novidades.

 

Matter é o que importa

E eu sei que esse trocadilho é infame, especialmente porque boa parte das pessoas não vão entender uma piada feita com uma palavra de outro idioma. Mas vocês não podem me culpar por tentar.

Uma das novidades do Apple HomePod de segunda geração e´a sua compatibilidade com o Matter, o padrão unificado para dispositivos inteligentes que está sendo adotado pelas principais empresas de tecnologia, como Google, Amazon e Samsung.

Dessa forma, o dispositivo é compatível com uma ampla variedade de dispositivos que podem ser controlados por comandos de voz, aumentando o fator de interação e a usabilidade do alto-falante.

Na prática, o HomePod atende de forma ainda mais completa o papel de central de controle de um lar conectado. Tudo o que o usuário precisa fazer é adquirir um dispositivo compatível com o padrão Matter e o alto-falante da Apple vai identificá-lo automaticamente, integrando o novo item ao ecossistema de produtos já existente na sua casa de forma automática e muito mais prática.

Essa adição do novo item para a casa inteligente é feita pelo próprio Apple HomePod, sem passar pela intervenção de um aplicativo instalado em seu smartphone. Tudo é feito de forma bem intuitiva, com a interação direta de perguntas e respostas entre usuário e dispositivo inteligente.

O novo Apple HomePod incorpora um woofer de alta execução e um novo motor para impulsionar o diafragma, além de um microfone para a equalização de baixas e uma matriz de formação com cinco tweeters ao redor de sua base.

Tudo isso é respaldado pelo novo processador S7, pensado exclusivamente na melhor oferta de som.

O dispositivo também recebe uma função de detecção de cômodos. Ele pode reconhecer os reflexos do som das superfícies próximas, se adaptando em tempo real ao ambiente.

Já os cinco tweeters transmitem áudio ao vivo e som ambiente, com a ajuda do sistema de controle direcional de sua matriz de formação. E é importante lembrar que existe a possibilidade de utilizar mais alto-falantes HomePod para enriquecer ainda mais a experiência de som em sua casa.

Por exemplo, você pode utilizar duas unidades do HomePod para criar um par de alto-falantes estéreo que vão reproduzir o som em um mesmo ambiente, ou utilizar várias unidades do novo alto-falante inteligente da Apple combinado com o HomePod Mini para reproduzir músicas diferentes, ou até mesmo usar os dispositivos para comunicação entre pessoas que estão em diferentes locais da casa.

Por fim, seu design é muito similar ao do HomePod de primeira geração, e o seu peso é de 2.3 kg. A malha acústica que envolve o dispositivo deixa passar o som, e sua superfície tátil retro iluminada na parte superior emite a luz de bora à borda.

 

Apple HomePod de segunda geração: quanto custa?

O HomePod de segunda geração tem preço sugerido lá fora de 349 euros, e não tem previsão de lançamento para o Brasil.

E eu termino esse conteúdo sem responder direito a pergunta que foi proposta logo no começo. Quero dizer, eu não estou aqui para criticar o fato da Apple relançar um produto que originalmente foi apresentado ao mundo em 2017 e que foi oficialmente descontinuado em 2021.

Alguém lá no passado disse para a Apple que essa história de fabricar alto-falantes inteligentes com sistema de assistente virtual integrado não iria funcionar, e Tim Cook abandonou a proposta.

Agora, estamos em 2023, e justamente quando Amazon e Google se questionam se vale a pena seguir com os seus assistentes virtuais em alto-falantes inteligentes, vem a Apple e praticamente ressuscita o HomePod, que estava praticamente morto e enterrado.

O novo dispositivo entrega melhorias substanciais em relação ao modelo de primeira geração. E nem poderia ser diferente, depois de anos de intervalo entre um produto e outro. Por outro lado, toda essa qualidade de áudio prometida na teoria cai no campo do subjetivo enquanto o produto não for avaliado na prática.

E isso, porque nem estou discutindo o preço de 349 euros cobrados pela Apple para este produto. Acredito que qualquer pessoa que entende que um áudio de qualidade é uma das prioridades na vida nem vai olhar direito para o preço desse dispositivo.

Por outro lado, é de se questionar onde Tim Cook estava com a cabeça no passado ou no presente para trazer de volta um produto descontinuado, e em um cenário incerto para os alto-falantes inteligentes.

Bom, tudo o que posso pensar neste momento é que a Apple deve saber o que está fazendo ao recolocar o HomePod no mercado. O tempo vai dizer se esse foi um gol de placa ou uma canelada do Tim Cook.


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