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A Apple está cada vez mais obcecada em deixar os seus dispositivos cada vez menos acessíveis para o usuário, tanto nos aspectos econômicos (com preços inatingíveis para a maioria das pessoas) como em termos físicos. E a última medida da empresa é o mesmo que enfiar uma faca nas costas (e no rim) de muitos proprietários de iPhones ao redor do mundo.

A Apple estaria limitando a possibilidade de troca da bateria do iPhone nos seus modelos de 2018 por serviços não autorizados, se tornando a única capaz de trocar uma bateria nos modelos iPhone XS, XS Max e XR. Para os demais mortais que tentarem a manutenção, recebem como consequência uma insuportável mensagem no aplicativo de Ajustes, que adverte que a bateria terá que ser substituída.

 

 

P*#@ falta de sacanagem, Apple!

 

 

As imagens publicadas pela própria Apple mostra a tal mensagem, que indica que a bateria pode não ser original, mesmo que ela seja original. Outra limitação imposta pela Apple quando a bateria é substituída sem passar pelo serviço técnico oficial está em não mostrar as informações relativas à vida útil da bateria e sua máxima capacidade teórica, algo que é feito desde o iOS 11.

O motivo do bloqueio seria pelo fato da Apple incorporar um chip nas suas baterias cuja função se limita a verificar, junto com o processador, que se trata de uma bateria original, além de revelar aspectos como a temperatura ou a capacidade física. O problema está no fato que esse chip só envia respostas positivas se o telefone se conecta a um software de diagnóstico proprietário da Apple.

O mais curioso de tudo isso é que a mensagem vai seguir aparecendo inclusive se você instalou uma bateria original da Apple. Logo, se deduz que a Apple é a única responsável legal na troca da bateria do iPhone. Sobre as versões afetadas pela limitação, as últimas betas do iOS 12 e iOS 13 já integram este sistema de verificação, de modo que é de se esperar que em um futuro não muito distante, tal característica esteja implantada nas versões finais do sistema operacional.

 

 

Apple, mais uma vez, contra o direito de reparação

 

 

Faz tempo que a Apple lutra contra as assistências técnicas não autorizadas que consertam iPhones, implementando medidas cada vez mais absurdas. Por exemplo, o botão Home dos modelos de iPhone antes do X conta com medidas de segurança que detecta se mudamos algum componente do dispositivo.

As práticas batem de frente com o direito de reparação, que ganha cada vez mais tração nos últimos anos. Na Europa e Estados Unidos surgem as primeiras iniciativas para garantir que os usuários possam reparar os seus dispositivos, se assim desejam. A Apple pressionou os políticos para adiar ou eliminar tais leis, e sua postura oficial é que os usuários “podem causar danos ao produto”.

Por outro lado, as leis não são pensadas para que os próprios usuários reparem os seus dispositivos, mas sim para que eles possam ir até qualquer assistência técnica sem a prisão oficial do fabricante, evitando assim os monopólios e dando a chance dos clientes em encontrar soluções com preços mais competitivos.

 

 

Via iFixit


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