A treta ente Apple e Gradiente por causa da marca “iphone” no Brasil continua.

O que é surpreendente, pois eu imaginava que esta questão estava resolvida, e sequer sabia que a Gradiente ainda estava operando no nosso mercado de tecnologia, já que nunca mais soube de qualquer lançamento relacionado com a marca.

Em um claro exemplo de como o “troll de patentes” pode atrapalhar a vida de gigantes, a IGB Eletrônica (ex-Gradiente) registrou no Brasil a marca “iphone” (com essa grafia) em 2000, e entende que está com os seus direitos violados, uma vez que a Apple comercializa por aqui um produto chamado “iPhone” (com essa grafia).

São seis anos de disputa judicial, que só agora chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). A causa pode ser julgada até outubro e, nesse momento, a IGB Eletrônica perdeu o direito de exclusividade de uso da marca “iphone” em 2014. E, obviamente, a empresa recorreu da decisão. Até porque essa grana pode ajudar na recuperação financeira deles.

 

 

O pedido de registro da marca G Gradiente iphone só foi aprovado pelo INPI em 2008, quando o iPhone já estava no mercado. A Apple solicitou o registro da marca iPhone em 2007, por diversas vezes, e cobrindo diferentes usos do termo, mas o INPI não aprovou o registro na categoria “dispositivos eletrônicos digitais móveis e de bolso”.

Para reforçar a sua ideia de utilização da marca registrada, a IBG Eletrônica lançou em 2012 o Neo One IPHONE, um smartphone Android de entrada. E esse foi o motivo para a Apple entrar com um processo em 2013 para anular o registro da marca “iphone” no Brasil.

A exclusividade do uso da marca foi quebrada, mas a Gradiente ainda é dona da marca “G Gradiente iphone”. E esse caso só ilustra a morosidade da justiça brasileira para resolver questões que são teoricamente simples, mas que conseguimos deixar não apenas complexas, como constrangedoras.

Você, que está lendo esse post… sabia que a Gradiente ainda existe?

Pois é… nem eu!

 

 

 

Via O Globo