O Android Things finalmente chegou ao mercado em sua versão oficial, depois de dois anos do seu anúncio.

O Android Things é mais uma variante do Android, mas desenvolvida especificamente para funcionar melhor com os dispositivos da Internet das Coisas e todos os gadgets que não precisam de uma interface completa como a que encontramos em um smartphone.

O sistema operacional está centrado em três pilares: um sistema otimizado para dispositivos com pouca potência, uma seleção de kits de hardware aprovados pela Google, e um sistema para enviar de forma simples atualizações de software e segurança para os dispositivos IoT.

O último aspecto é importante, já que tais dispositivos conectados à rede WiFi são alvo dos hackers para acessar a sua rede privada. Com o Android Things, será a Google que vai enviar as atualizações para os dispositivos, de forma imediata.

Outra boa notícia está na disponibilidade de novos kits de desenvolvimento, como o Android Things Starter Kit, com componentes como tela multitouch de 5 polegadas, um módulo de câmera e antena WiFi por US$ 200, ou um baseado no Raspberry Pi 3 por US$ 90.

Os kits devem facilitar a vida dos desenvolvedores, que devem entregar produtos reais com maior facilidade. Para ajudar nesse desenvolvimento, a Google criou um Console Android Things, que pode ser gerenciado a partir da nuvem.

O Android Things deve ajudar a Google a expandir o alcance do seu sistema operacional a novos dispositivos. Agora, é a vez dos desenvolvedores mostrarem o que pode fazer com ele.