
Parece que o jogo virou para a dona Netflix…
A plataforma líder do streaming global avalia criar canais com programação linear fixa, além de pacotes que incluam assinaturas de outros serviços de streaming. A estratégia visa reverter a queda de engajamento e o crescimento de cancelamentos.
Ou seja, alguém dentro da Netflix pensou da seguinte forma:
“Vamos criar uma maneira de obter lucros através de publicidade, mas dessa vez, não vamos cobrar por isso. Vamos liberar o conteúdo DE GRAÇA em troca dos anúncios.”
Onde será que vimos isso antes?
O que se sabe até o momento sobre esse tema
As informações vêm de uma reportagem do Wall Street Journal com fontes anônimas. Os canais lineares exibiriam conteúdos específicos, como séries clássicas ou filmes de um determinado gênero.
Ou seja, a Netflix se prepara para copiar na cara dura o modelo de negócio do Pluto TV. E… já pensou se a Paramount decide acabar com o seu IPTV FAST logo agora?
Outra possível estratégia da Netflix para o futuro é apostar nas parcerias com a concorrência. Ou seja, se unir com outros serviços de streaming para sobreviver.
Os pacotes com outros streamings seriam vendidos e acessados pelo próprio aplicativo da Netflix. Essa abordagem transformaria a plataforma em um hub, similar ao que Amazon e Apple já fazem.
Por que a Netflix pensa nessas mudanças

Porque ela está perdendo público e, por tabela, dinheiro. Todo mundo se cansou do modelo atual, que cobra para ver propaganda de ‘Ilhados com a Sogra’.
As métricas de engajamento da empresa estão em declínio constante. Esse indicador é fundamental para prever a satisfação e a retenção dos assinantes.
É através da retenção do usuário nos seus programas que a empresa pode vender os espaços publicitários, ou agregar valor a um determinado conteúdo que será posteriormente licenciado para outros estúdios ou plataformas.
Sem falar que um grande número de assinantes que ficam no serviço representa um aumento de valorização do mercado de toda a empresa. As ações aumentam também por causa desse comportamento da audiência.
Mas não é isso o que está acontecendo com serviço neste momento.
As ações da Netflix caíram mais de 40% no último ano. Sua fatia de audiência nos EUA é a menor desde maio de 2025.
Aqui, é correto dizer que, de forma gradual, as pessoas estão desistindo da Netflix. E não apenas porque essa plataforma cometeu erros grosseiros com os assinantes nos últimos anos.
O mercado está mais disputado com fusões bilionárias entre grandes grupos. E a concorrência atual é robusta, com vários players oferecendo boas opções de entretenimento on demand e esportes ao vivo.
Para competir, a Netflix já exibe podcasts e vídeos curtos de baixo custo. Mas isso não é o suficiente para obter o tão sonhado engajamento ou retenção de audiência.
Por tudo isso, as medidas e alternativas são estudadas para evitar perdas ainda maiores.
Um plano que já está em execução
A empresa já está testando transmissão de canais parceiros na França. Existem planos para buscar acordos semelhantes na Europa e América Latina.
Se isso realmente acontecer, o Brasil se torna um enorme campo de provas para a plataforma. O brasileiro é o que mais está abraçando o formato FAST (IPTV de graça em troca de publicidade) no mundo.
Sem falar que eventos esportivos, como a Copa do Mundo, estão no radar da empresa. A Netflix planeja disputar os direitos de transmissão das edições de 2030 e 2034.
Mas não sabemos se essa disputa se aplica ao Brasil. Aqui, enfrentar a Live Mode e a CazéTV nesse segmento é algo bem complicado.
Mas isso é assunto para outro artigo.
