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Agora é oficial e, pelo visto, definitivo: quem comprou o NES Classic e o Super Nintendo Classic comprou, quem não comprou, só nas mãos de terceiros. O presidente da Nintendo America, Reggie Fils-Aimé, confirmou que os dois consoles continuarão disponíveis no mercado durante o Natal, mas que novas reposições de estoque não vão acontecer.

Ou seja, quando as unidades disponíveis no mercado se esgotarem, será a hora de dizer adeus para os dois consoles. Sei que é estranho, já que os dois consoles foram um grande sucesso. Mas a decisão da Nintendo está baseado no fato da empresa entender que não podem desviar o seu foco do seu principal modelo de negócio, o Nintendo Switch que, por sua vez, também recebe as suas doses de moda retrô nos videogames.

As baixas vendas do Wii U obrigaram a empresa a buscar uma alternativa que cobrisse o vazio até a transição para o Nintendo Switch. O NES Classic e o Super Nintendo Classic cumpriram perfeitamente com essa tarefa, ajudando na grande leva de investimentos obtidos pela Nintendo, maquiando os resultados junto aos investidores.

 

 

NES Classic Edition e Super Nintendo Classic: dois belos “tapa buraco”

 

 

Com o Nintendo Switch e as excelentes vendas que o console registrou, os dois consoles retrô deixam de ter sentido. A empresa japonesa até pode fazer um bom dinheiro vendendo jogos clássicos através do console virtual, sem ficar se preocupando com a monetização do Nintendo Switch, repondo estoque e oferecendo garantias de assistência técnica.

Eu ainda não adquiri o Super Nintendo Classic (que foi o único que eu encontrei no mercado tradicional aqui em Florianópolis), e não pretendo comprar o meu. Até porque os mercados alternativos já oferecem consoles retrô mais completos. Mas isso é uma outra história.

É um tema simples, que no final das contas a conversa tende a se reduzir a necessidades, negócio e receitas. Dito isso, é melhor se apressar ao tentar adquirir um NES Classic e Super Nintendo Classic.

E se prepare para o festival de cenas de especulação e preços altos.

 

Via CNET


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