
A Apple confirmou o que muitos já desconfiavam: o Mac Pro, seu desktop mais caro e expansível, chegou ao fim. A empresa removeu o produto do site oficial e declarou que não há planos para desenvolver uma nova geração.
Com isso, a linha de computadores de alto desempenho da companhia passa por uma drástica reestruturação. Por outro lado, a principal pergunta que todos estão fazendo neste momento é: por que a Apple fez isso?
O movimento evidencia uma estratégia clara da empresa de Cupertino. A preferência da Apple sempre foi por máquinas integradas, onde o controle sobre hardware e software é absoluto, algo que se intensificou com a transição para os chips Apple Silicon.
O Mac Pro, que permitia upgrades internos, representava uma exceção incômoda nesse ecossistema fechado. A flexibilidade de modificação e expansão de hardware era algo confortável para os usuários profissionais.
Agora, o Mac Studio assume o posto de desktop topo de linha da Apple. Compacto e extremamente potente, o modelo já equipado com o chip M3 Ultra entrega desempenho comparável ou superior ao do último Mac Pro (com M2 Ultra) em diversas tarefas profissionais, mas com um preço inicial muito mais acessível.
Mas é menos customizável, o que é um problema para muitas pessoas.
A questão da expansibilidade

O último suspiro do Mac Pro veio em 2023, quando recebeu o chip M2 Ultra. Naquela época, a máquina já havia perdido sua principal essência: a liberdade de upgrades. Diferente das versões Intel, o modelo com Apple Silicon não permitia a troca da memória RAM ou da placa de vídeo, restando apenas algumas baias PCIe.
Para a Apple, oferecer um gabinete enorme cujo principal diferencial foram os slots de expansão perdeu o sentido. A empresa aposta agora em conectividade de alta velocidade, como o Thunderbolt 5, para que os profissionais utilizem periféricos externos, mantendo o design limpo e a integridade do sistema.
O novo rei do desempenho

Com o Mac Studio, a Apple encontrou o equilíbrio perfeito para seus usuários mais exigentes. A máquina não só oferece configurações que superam o antigo Mac Pro em especificações brutas, como suporte a até 512GB de memória unificada e 16TB de armazenamento, como também se mantém atualizada com os chips mais recentes.
Especula-se que os próximos passos da Apple envolvam o lançamento de um chip “M5 Ultra” para o Mac Studio, reforçando ainda mais seu domínio. Rumores indicam que a própria empresa passou a considerar o Studio como o único sucessor lógico para quem necessita do máximo poder de processamento em um desktop.
Adeus a uma era de controvérsias

A trajetória do Mac Pro foi marcada por altos e baixos. Desde o icônico modelo “ralador de queijo” até o fracasso térmico do modelo “lixeira” em 2013, a Apple sempre oscilou entre atender profissionais hardcore e impor suas visões de design. A falta de atualizações constantes mostrou que o produto nunca foi prioridade.
Sem falar que o Mac Pro “ralador de queijo” chegou a custar obscenos R$ 439 mil no Brasil. Só o Felipe Neto comprou como usuário “comum”.
O desaparecimento silencioso do site, sem qualquer cerimônia, demonstra que a Apple quer virar essa página rapidamente. O legado do Mac Pro, no entanto, permanece como um símbolo de uma época em que o usuário tinha mais controle sobre a máquina, uma filosofia que a empresa decidiu definitivamente deixar para trás.
Via Apple Insider
