A TV perdeu o protagonismo em 2019

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Não é segredo que as novas gerações deixaram a TV de lado e estão consumindo mais e mais conteúdos de entretenimento na internet. Com isso, o consumo da televisão tal e como conhecemos está em queda constante.

Um recente estudo publicado pela Zenith mostra que o consumo médio da internet em minutos por usuário médio em todo planeta superou a TV pela primeira vez, considerando o acumulado entre 2011 e 2019.

 

 

Princípio do fim?

Ainda não.

A TV consegue manter a média de consumo diário por pessoa variando entre 160 e 170 minutos, e desde 2011, a queda foi de apenas 11 minutos. O que chama a atenção é que a queda em 2019 foi mais acentuada do que nos anos anteriores.

O estudo também mostra o impacto dos smartphones e a popularização de plataformas como Netflix, HBO ou Amazon Prime que facilitaram o uso da internet como principal meio de consumo de mídia para uma geração inteira de usuários conectados.

Colocando em perspectiva os dados de 2019 expressados em número de minutos por dia em relação aos dados de 2011, o aumento do uso dos smartphones para consumo de entretenimento supera a marca dos 90 minutos. Ou seja, passamos 1h30 a mais na frente do telefone assistindo filmes e séries do que há oito anos. No total, são quase três horas vendo vídeos no smartphone, muito longe das 1h15 registradas em 2011.

 

 

Por isso, o uso do consumo de conteúdo televisivo como passatempo se aproxima perigosamente das três horas totais. Houve uma substituição de um dispositivo por outro? Provavelmente sim, mas ainda é curioso constatar que a TV se manteve como o principal produto de entretenimento durante a última década, muito provavelmente por causa das gerações mais velhas.

Ou seja, é um fato que o conteúdo televisivo está se tornando mais inteligente para as novas gerações, com programas interativos, streaming de canais ao vivo, refletindo as tendências do Twitter, publicação de conteúdo no YouTube, entre outras. Tais mecânicas foram essenciais para o sucesso dos reality shows e até para programas roteirizados, como séries de TV e novelas.

O que mudou é a forma em como assistimos TV e, obviamente, o dispositivo utilizado para assistir esse conteúdo. E a TV precisava se reinventar para acompanhar os novos tempos e conquistar novos públicos.

 

Via Statista


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