A Google não demorou em responder sobre a decisão da União Europeia em multar a empresa em 4.34 bilhões de euros pela acusação de monopólio.

Em seu blog oficial, o artigo assinado por Sundar Pichai, CEO da Google, informa que o Android criou mais opções quando se faz presente em mais de 24 bilhões de dispositivos de mais de 1.300 marcas, tornando possível a execução dos mesmos aplicativos em dispositivos diferentes.

A Google garante que estabeleceu regras de compatibilidade para que o sistema de código aberto alcançasse o sucesso. As regras evitam a fragmentação (???), ajudando o Android a ser atraente em longo prazo para todos. E, mesmo assim, nenhum fabricante é obrigado a seguir tais regras. Qualquer um pode utilizar e modificar o sistema a seu gosto, e uma das provas disso é a existência dos tablets Fire da Amazon.

A Google também afirma que a União Europeia não levou em consideração o uso atual de um dispositivo móvel, onde qualquer smartphone atual vem com 40 apps de vários desenvolvedores pré-instalados, que podem ser desabilitados ou eliminados com facilidade.

Pichai também afirmou que a situação atual da telefonia móvel não tem nada a ver com o cenário visto nas décadas de 1990 e começo dos anos 2000, onde alterar os apps pré-instalados era tecnicamente difícil e levava muito tempo, e a decisão ignora a nova variedade de opções e a clara evidência de como as pessoas usam os seus smartphones hoje.

Em resumo, a Google tenta mostrar que a pré-instalação de seus apps nos smartphones Android não criam uma desvantagem para os seus concorrentes.

 

 

A Google explica também que, em 2007, decidiram oferecer o Android de graça aos fabricantes, mas em compensação o seu desenvolvimento custou milhares de milhões de dólares. E isso faria sentido para a Google oferecer a pré-instalação de uma série de aplicativos próprios que geram receita para a empresa.

Pichai encerra o comunicado insistindo que a gratuidade do Android e do conjunto de apps da Google não é apenas eficiente para os fabricantes e operadoras, mas também beneficia desenvolvedores e consumidores.

Também afirma que, até agora, o modelo de negócio do Android permitiu a isenção de cobrança aos fabricantes de smartphones, entregando um ecossistema saudável.

Nem precisava dizer isso, mas a Google vai apelar da decisão.

 

Via Google